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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Confusão à vista

Os quatro Marx na cena da guerra: até disso eles fazem piada

O diabo a quatro (Duck soup) é um dos felizes casos de tradução de títulos: ficou perfeito, porque os irmãos Marx aprontam de tudo! É muito engraçado de ver. São 68 minutos de situações criadas especialmente pra fazer o público rir - sem nem ligar muito por roteiro. Humor puro, simples, ingênuo e, aos mesmo tempo, sagaz. As situações criadas especialmente para a risada às vezes não se encaixam tão bem no roteiro, mas nada que atrapalhe o charme do filme (dá pra chamar de longa?).

A história começa com a Sra. Teasdale se negando a doar mais dinheiro para o governo do quase falido e fictício país Freedonia. Para tanto, ela pede que o Primeiro Ministro seja substituído e em seu lugar, entre o ilustríssimo (e esquizofrênico, devo dizer) senhor Rufus T. Firefly (Groucho Marx). É o bastante pra virar de pernas pro ar a vida no país, que vai até parar numa guerra por causa das confusões armadas por Firefly. Acho que nem vale a pena contar aqui todas as trapalhadas - o filme é tão curtinho e tão gostoso de assistir que até estragaria algumas surpresas contar as situações aqui.

O filme é uma grande sátira aos filmes musicais. A cena final, inclusive, representa o que todo o mundo que odeia musicais (os da época e os atuais) gostariam de fazer quando a cantoria começa do nada. E, confesso, até eu queria pegar aquelas frutas e atirar na cabeça dos figurantes quando começava o hino da Freedonia. É inegável o talento dos irmãos para a comédia física (em especial para a dupla que interpreta os espiões Chicolini e Pinky, Chico e Harpo) e o tempo reduzido do filme ajudam a dar o ritmo certo (quase frenético) para o desenrolar da história. Pode parecer ignorância minha, mas eu nunca tinha ouvido falar antes dos irmãos Marx. Me pergunto: o que foi que eu perdi até agora?

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