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terça-feira, 10 de agosto de 2010

A segunda impressão as vezes é melhor!

Batalha musical! O pessoal do ídolos podia tentar.
A primeira vez que vi Casablanca, odiei.
Pronto, falei! Se não gostou vem se entender comigo. Mesmo assim, na tentativa de me tornar uma cinéfila melhor, abri meu coração. E lá fui eu, amarradona rever o filme, na esperança que ele realmente me conquistasse. Não aconteceu, mas ao menos agora eu não o odeio mais, e até gosto de algumas cenas.

Toda vez que Sam toca As time goes by, é um deleite para os ouvidos. Sempre adorei a música, e convenhamos o longa não seria o mesmo sem ela. Não é atoa que até hoje é ela que toca quando o logo da Warner aparece antes da maioria dos filmes.

Já que mencionei música e boas cenas, não posso deixar de mencionar a batalha musical, e idealista, entre Die Wacht am Rhein e La Marseillaise. O duelo além de reforçar o clima de guerra, tensão e urgência, em que os personagens vivem, ainda revela que talvez Rick, não seja tão imparcial assim. Além de confirmar a imagem de herói de seu adversário amoroso, Laszlo.

Falando nos dois vale lembrar, Rick é o protagonista, mas é Laszlo o herói, ao menos o declarado. O protagonista até tem seus momentos de heroísmo, mas sempre as escondidas, evitando comprometimento. A não ser,  é claro, ao tramar a fuga de Laszlo e Ilsa. Não apenas salvando o casal, mas nobremente admitindo que talvez não estivesse a altura de seu heróico rival, e que sua amada estaria melhor sem ele. Trabalhar o 'desapego', está aí o ato heróico de Rick!
Rick trabalhando o desapego!

Casablanca, no Marrocos, é passagem obrigatória para fugitivos da Segunda Guerra. Uma vez na cidade pode-se levar anos para conseguir um visto e finalmente se ver livre da ameaça Nazista. Richard Blane (Humphrey Bogart), é dono de um bar em Casablanca. O americano vive imparcialmente em meio ao caos que é Casablanca. Mas a chegada de Ilsa (Ingrid Bergman), com quem teve um tórrido e mal acabado romance, acompanhada do marido Victor Laszlo (Paul Henreid), um herói de gerra, pode abalar sua imparcialidade.

As cenas do romance , e consequentemente da separação,em Paris apresentadas em um flashback, são apressadas. E apesar de responderem, o que houve entre Ilsa e Richard, não tem a mesma intensidade mostrada pelos atores nas cenas em Casablanca. Talvez apenas a menção do romance e a liberdade da imaginação de cada um alcançassem um melhor resultado para a trama.


A fotografia em preto e branco tem um charme que, nem todas as cores e profundidade do 3D, conseguiriam explicar. Qualidade que acompanhada de uma ótima musica me ajudaram a trabalhar o desapego do trauma que foi minha primeira impressão de Casablanca. Ainda bem que nem sempre é a primeira impressão a que fica!

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