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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Exterminador de Estimação

Eu queria um exterminador de estimação e você?
Está em nossa natureza nos destruirmos. Na vida real ainda não conseguimos (falta pouco), mas no cinema a coisa é bem mais fácil. Não é de se admirar a enorme quantia de filmes onde nós mesmos causamos o apocalipse. Dentre a enorme filmografia de destruição, admito, a franquia O Exterminador do Futuro é uma de minhas favoritas. O Christian Bale que me desculpe, mas o segundo capítulo da série, com o péssimo subtítulo O Julgamento Final (sério, quem escolhe esses nomes?) é desde sempre meu favorito.

O futuro líder da resistência humana já nasceu, mas é apenas um menino desprotegido. Uma vez que as autoridades o afastaram da mãe, vista como louca por acreditar em robôs do futuro e criar John como um lider militar. Mais uma vez as máquinas enviam um exterminador para acabar com seu maior inimigo agora enquanto ele é vulnerável. É claro, que os humanos também mandam seu representante, não mais um soldado, agora um exterminador reprogramado.

Ninguém acredita em mim, mas salvo geral assim mesmo!
Sara Connor, já aceitou o futuro apocalíptico e sua tarefa no mundo proteger nosso "salvador". Ela literalmente carrega o peso da humanidade nas costas, e está disposta a fazer qualquer coisa, até ir contra a sua natureza pelos humanos. Impressionante o crescimento da personagem neste longa. Todo o dilema pessoal, da incapacidade de proteger o filho enquanto presa no sanatório. À disposição para ir a guerra e fazer o que for preciso, tudo extremamente bem colocado e lindamente interpretado por Linda (péssimo trocadilho, eu sei!)

Treinando para ser lider!
Finalmente conhecemos, John Connor nosso futuro lider. E apesar de parecer apenas um moleque malcriado já mostra sinais de quão grande pode ser. Desde a proibição de matar que impõe ao exterminador, até a cena de compreensão e conforto a Sara, quando ela percebe que está fora de controle. Contudo o mais divertido ainda é ver um garoto de 10 anos mandando no grandalhão governador da Califórnia. 

Falando nisso, agora a ação não está apenas em fugir alucinadamente da máquina de matar. É também aprender a lidar com ela. Para Sara é aprender a confiar, para John descobrir o que ela é capaz de fazer. Essa é a melhor parte do longa!

Entendendo a maquina!
Ainda tem os exterminadores, um deles uma impressionante evolução de efeitos especias. Quem não ficava (ou ainda fica) boquiaberto cada vez que a coisa se derrete e começa a caçar novamente? No outro a transformação de um vilão implacável, em um mocinho para-la de carismático. Se essas coisas estivessem a venda não sobraria um na prateleira. Eu compraria!

E ainda tem toda a trama futurista de evitar o dia do juizo final. Tentar alterar o futuro é tão empolgante que enquanto acompanhamos a explosão dos computadores, chegamos a esquecer que o exterminador de metal liquido ainda está a caça dos protagonistas. É otimo quando percebemos que depois de tanta explosão ainda há um gran-finale!

Ok! Quando assistia nos anos 90, eu não prestava tanta atenção a tudo isso que descrevi nos parágrafos anteriores eu apenas curtia a ação ininterrupta e o cara que se derretia em qualquer forma diante de nossos olhos. Gargalhava com a cara de paspalho do psicólogo de Sara. E 'pirava' tentando entender o conceito de viagens no tempo.

Nooossaa!!! Como ele fez isso????
É por isso tudo que O Exterminador do Futuro 2 é clássico da ficção científica, e da sessão da tarde. Impossível  não me perguntar porque condenamos as crianças de hoje a assistir cães que jogam basquete e filmes sobre buylling escolar, quando temos títulos como esses na gaveta? É provavel que nenhum cinéfilo nasça dessa geração alimentada apenas a base de High School Musical.

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