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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Status da missão: John a salvo (por enquanto)

Se depender dos filmes de Hollywood, a humanidade (toda resumida à população e território dos Estados Unidos, é claro) está predestinada a morrer numa hecatombe sem precedentes. Morte rápida e suja, sem direito a choro nem vela. É a nossa sina. Confesso, sou fã de filmes de ação. Mas para eu gostar, a mentira tem que ser bem contada - senão perde a graça. Ficam só um monte de cenas de tiro e explosões de carros e prédios, mortes sangrentas e dolorosas... E história que é bom... Nada. Mas não é bem isso o que acontece nesse filme.

Em O Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final (Terminator 2 - Judgment day, 1991), o diretor James Cameron reforça a sua teoria apocalíptica iniciada no anterior O Exterminador do Futuro (Terminator, 1984). No primeiro filme da série ficamos sabendo que o mundo vai ser tomado pelas máquinas em 2029, quando a Skynet toma vida própria, controla todo o sistema militar americano e envia mísseis à Russia, que revida e destrói a humanidade na tão temida guerra nuclear. Poucos sobrevivem e formam a resitência, liderada por John Connor, que tenta desesperadamente aniquilar o poderio das máquinas para sobreviverem.



John e o exterminador salvando Sarah do sanatório: sequências de ação de tirar o fôlego




E se no filme anterior nós vimos uma máquina vir do futuro com a única missão de matar Sarah Connor (Linda Hamilton, nos dois filmes) para evitar que ela venha a conceber John, nesse a coisa muda de figura. O exterminador que antes tinha vindo "cortar o mal pela raiz", agora veio reprogramado para proteger o jovem John. Para a pobre Sarah, que foi internada num sanatório porque ninguém acredita na história dela, não poder estar perto do seu filho para protegê-lo e ainda ter que confiar na criatura que quase a matou anos antes é um tanto complicado.


Aliás, esse filme é todo da Sarah. Atormentada pelos pesadelos constantes do apocalipse que ela sabe que serão verdade, Sarah faz tudo o que pode para aprender como se defender e ensina ao filho. Procura dar a ele uma chance de se defender, ensinar a ele o que ele precisa para liderar o que restou da humanidade contra as máquinas. E o diretor parece fascinado com essa mulher, uma verdadeira guerreira, que luta sozinha uma guerra pelo futuro da humanidade. E Linda hamilton fez um trabalho digno dessa paixão: está absolutamente entregue à ppersonagem, á beira da loucura, tentando manter a sanidade e salvar a própria pele; não perde o foco um minuto sequer - sabe que sua missão é salvar seu filho, mantê-lo vivo, e ela não vai descansar nunca porque sabe que as máquinas não descansam. Sempre a vi como a grande heroína da história. Posso garantir que o filme não teria o mesmo impacto sem a atuação dela.




Quem precisa de Lara Croft quando se tem Sarah Connor?




E além de impactante, Exterminador é mais que diversão pura, é entretenimento inteligente. Me divirto horrores toda vez que assisto a esse filme! Adoro as ótimas cenas de ação (alucinantes a perseguição ao John numa motocicleta, logo no início, e a destruição do laboratório) os poucos diálogos tem sempre uma questão que faz pensar no que vai acontecer mais para frente (além de serem muito espertos, com tiradas ótimas); os efeitos especiais, que hoje parecem toscos, mas na época foram revolucionários; um vilão implacável, que não morre nunca (cara, que agonia que dá!). É impossível não rir com a cena inicial, em que um Schwarzenegger peladão entra num bar e estraçalha todo mundo por causa de uma jaqueta de couro. E quando o jovem Connor descobre que o exterminador deve obedecer a qualquer ordem sua e o testa, fazendo ficar numa perna só? Ou quando o ensina a usar gírias e a agir como um humano? Muito bom!






Ai, esse troço que não morre!!!



Lição do dia: parafraseando a fala final do filme, se até um exterminador aprendeu a conviver pacificamente com humanos, porque nós não podemos fazer o mesmo? Hasta la vista, baby.

2 comentários:

Anônimo disse...

Perche non:)

Fabiane Bastos disse...

Por que não está a salvo?
Oras, por que caso contrário não haveriam sequênicas!