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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ah, o amor...

Sabe aquele ditado que diz :"só se dá o devido valor às coisas quando se perde"? Então...

O homem era bem casado e feliz com sua esposa, mas acabou se deixando levar pelos encantos de uma mulher da cidade, e a felicidade de sua esposa foi para o brejo. Indo à falência, sua amante sugere que ele venda a fazenda e assassine a esposa, para poder pegar o dinheiro e ir morar com ela na cidade. O plano seria perfeito se... a consciência não pesasse. Ele não consegue matar a esposa, e ainda fica desesperado que ela o rejeite. Corre atrás dela, implora por seu perdão, demonstra o quanto está arrependido, e procura fazê-la feliz, retomando a felicidade que eles tiveram por uma vida em algumas horas. Lembro de não me conter aqui em casa e dizer "ah! mas se o cara tenta me matar e depois vem pedir perdão, ia ser difícil perdoar..." Aí me lembro, o filme é do início da década de 1920, os costumes eram outros. Não posso condená-la por isso.

Tudo ia bem até a volta pra casa, uma tempestade aparece e o casal se perde na tempestade. Acreditando que a esposa não conseguiu se salvar, ele cai em desespero. Mas, com a ajuda de um experiente pescador, a jovem esposa é resgatada e chegamos ao final feliz. Parece clichê, mas funciona. E, a bem da verdade, é sim. Mas esse filme é um dos primeiros romances do cinema, portanto, dá pra arriscar dizer que os clichês vieram deste filme. E o que seria da Meg Ryan e da Julia Roberts sem os clichês românticos?

Efeitos especiais bem feitos completam as cenas: quem precisa de diálogos?

Com um roteiro bem agitado, e com cenas lindas e outras impagáveis (o cachorro que corre para o barco e o porquinho bêbado são as mais legais), o filme cativa do início ao fim. As interpretações são tão expressivas, quase sem ser caricatas (quase padrão para os filmes mudos do início do século passado) que nem dá para sentir falta de diálogos. Fora os efeitos especiais, avançados para a época - muito bem feitos e até poéticos.

Adorei Aurora. E apesar de não concordar que é "o mais belo", com certeza ele tem seu charme. Um pouco de romance para adoçar uma tarde nublada, mesmo se você estiver sozinha.

1 comentários:

Danielle disse...

Geisy, estava curiosa pra saber sua opinião do filme! Eu o adoro especialmente porque ele transforma um monte de lugares comuns em pura poesia.

Bjinhos
Dani