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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Muito filme, pouca história

Eis a sinopse de Acossado no site CinePlayers: Homem rouba um carro e mata um policial antes de seguir para Paris. Lá, ele se esconde na casa de uma mulher, que tem o desejo de ser engravidada por ele. Quando ele perde a consciência e comete alguns pequenos delitos, dá também a brecha para os policiais o acharem e darem início a sua perseguição final.

Curtinha, não é?!? Acredite ou não, o que está descrito acima é praticamente toda a história do longa de Godard. Todo o tempo que resta (que não é pouco) está focado nos detalhes da complicada relação entre o bandido Michael Poiccard e Patricia, uma americana "certinha", apesar de atípica.

Tédio!
Embora eu reconheça as contribuições da Nouvelle Vague para a sétima arte, em especial nos aspectos narrativos, e a qualidade deste longa em particular, não posso colocá-lo em minha lista de favoritos.

Seja-lá o que as longas conversas "filosóficas" do casal pretendiam provocar no espectador, não provocaram nesta blogueira que vos escreve. A não ser que sono estivesse na lista. Muita coisa poderia ser simplificada, cortada ou resolvida mais rápido, mais aí não seria Nouvelle Vague. Os detalhes da história não seriam tão marcantes, e o filme seria mais um entre tantos,

Talvez daqui a alguns anos eu esteja mais preparada para compreender o estilo. Por enquanto, restou a sensação de que não havia história suficiente e completaram com enrolação. E apesar de aqui a arte de enrolar seja incrivelmente bem aplicada, irrita, desinteressa e causa sono nos espectadores mais (por falta de expressão melhor) objetivos. E, ainda, deixa a sensação de que faltou alguma coisa.

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