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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

É confuso, mas faz todo sentido!

O roteiro de De volta para o futuro é brilhante, apenas por isso fazer uma continuação já seria complicado. Como superar, ou ao menos igualar, o impacto e originalidade do primeiro? Contra todas as probabilidades, na minha humilde opinião, eles conseguiram.

Começando literalmente do ponto em que paramos no primeiro, vemos o Dr. (Christopher Lloyd) arrastar Marty (Michale J. Fox) e sua namorada Jennifer (Elisabeth Shue) para o futuro, onde devem evitar um acontecimento que criaria uma reação em cadeia que destruiria todo o universo (isso na pior das hipóteses, a destruição poderia ser restrita apenas a nossa galáxia). Durante essa curta excursão pelo ano de 2015 (estamos quase lá), o DeLorean é surrupiado pelo velho Biff (Thomas F. Wilson) que entrega um almanaque com resultados esportivos à ele mesmo mais jovem, o tornando o homem mais sortudo, e poderoso, do mundo e alterando o curso da história. Dr. Brown e Marty acabam vontando para um 1985 alternativo, onde Biff é o rei. Para consertar tudo precisam voltar a 1955, quando Biff recebeu o livro e rouba-lo de volta.

O roteiro é complicado, com certeza, mas também é bem resolvido e bastante coeso. Embora todo o conceito de viagens no tempo possa transformar tudo em pura loucura, não existem pontas soltas. A impressão que tenho é antes de decidir para onde levar os personagens, todas as possibilidades foram analisadas,  pensou-se no que cada ação podia acarretar. Cada consequência foi considerada, e oportunidade, foi considerada antes de se decidir pela história. E, é claro, como todo bom episódio do meio deixa um emocionante final em aberto.

Pensa McFly, pensa!
O longa também deixa a idéia de que a história está sempre se repetindo, ao mesmo tempo se reinventando, seja na sequência estilo "deja vu" de briga no Café anos 80, que se estende para a praça da cidade, nos repetidos banhos de esterco. Ou no fato do neto de Biff atormentar McFly Jr. é incapaz de se defender, repetindo o comportamento de seus avós no passado.


A transformação da cidade em 4 tempos diferentes também é impressionante. Reconhecemos Hill Valley toda vez, embora em cada tempo ela esteja completamente diferente. O mesmo ocorre com os personagens, que sofrem alterações drásticas seja com a idade, status, social ou ainda cirurgia plástica. Confesso quando pequena não reconhecia Michael J. Fox, quando este interpreta sua filha.

Falando em Fox. Uma vez que ele roubou a cena no original (que seria um filme "de" Christopher Lloyd), resolveram dar espaço ao jovem ator que aproveitou para fazer de um tudo em frente as câmeras.

Hã? Em qual eu bato?
Entretanto é o ultimo ato que mais diverte. Quando Dr. Brow e Marty são forçados a voltar à 1955, literalmente ao primeiro filme, novamente muito bem reconstruído. Além de criar um enorme paradoxo temporal (Loucura! Existem 2 Martys, 2 Drs. e 4 DeLoreans, nesse período de tempo), dá a rara oportunidade de martar as saudades do original sem necessariamente assisti-lo e ainda apresenta novos pontos de vista e acontecimentos àquela história. Afinal os capangas Biff só não foram atrás do Marty que estava no palco porque o outro Marty impediu.

Charme e "discrição" em 1955
Admito, a parte II de De volta para o futuro é minha favorita na trilogia. Adoro o fato de poder voltar ao primeiro filme e assistir à tudo de um novo ângulo.O vislumbre de um futuro colorido, tecnológico, cheio de traquitanas que adoraríamos ter e nada apocalíptico também não é nada mal. Além da certeza de que passaremos mais um longa na companhia desses personagens que adoramos. Este também é o longa com mais viagens do DeLorean, e já deu para notar: adoro pegar essa carona!

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