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sábado, 15 de janeiro de 2011

Uma divertida viagem no tempo


É, eu sei que De volta para o futuro tem quase a minha idade, mas eu sempre me divirto com o filme, um dos meus queridinhos da Sessão da Tarde (leia-se anos 80/90, porque hoje...). Sim, porque o original é, de longe, o melhor da trilogia. Adoro a ideia central, de uma viagem ao tempo e de suas consequências anos depois. Adoro o roteiro mirabolante e milimetricamente encaixado. Adoro a mistura entre ficção científica (de brincadeirinha) e comédia romântica adolescente. Adoro Dr. Brown e seu DeLorean dos sonhos. E, claro, adoro Michael J. Fox novinho, uma graça. Tem como não gostar, aliás?

Tá, um senão: sempre achei a maquiagem horrorosa. Tipo, era pra gente perceber que os mesmos atores interpretavam os personagens com idades diferentes, mas... O resultado é superamador. Tudo bem, isso é só um detalhe, pra vocês não reclamarem que esqueci meu senso crítico em casa. O filme tem os melhores merchandisings que já vi na vida: o "nome" Calvin Klein é repetido à exaustao, graças à mae de Marty, que confunde a marca da cueca com o nome do jovem desconhecido. E Pepsi free (uma versao diet da época) serve como base para a piadinha em 1955, quando o atendente acha que o garoto quer um refrigerante de graça. Simples e eficaz. Aliás, um parêntese: nos anos 80 todo mundo era tão fervoroso no quesito alimentação? Tudo que o Marty comia era light, repara só. Gente mais chata!

Fora isso, é uma delícia acompanhar McFly nessa viagem inesperada aos anos 50, uma das épocas mais charmosas de que se tem notícia. Juro, queria frequentar aquela lanchonete e usar aquelas roupas. Mas sou solidária e entendo que não foram só os costumes diferentes que chocaram o cara. Imagina você conhecer seus pais quando eles eram adolescentes como você! Daria um nó na sua cabeça, não é? Descobrir que sua mãe, hoje em dia careta até o último fio de cabelo, bebia, fumava e ainda "corria atrás" dos rapazes entao... E, para completar, ela cai de amores por você. Pobrezinho, nem Freud ajuda num caso desses. 

Claro que o pano de fundo é uma clássica história de comédia romântica adolescente. George é o eterno loser, desprovido de autoestima, Biff é o valentao burro e covarde, Lorraine é a mocinha disputada a tapas. Mas a graça toda está na presença de Marty neste cenário para dar uma sacudida nessa trama óbvia, culminando com a clássica cena dele tocando Johnny B. Goode no baile do colégio: "Vocês ainda nao estao prontos para isso, mas seus filhos vao adorar". Estava certíssimo! E levanta a mao quem a-do-ra-va as falas pseudocientíficas do Doc, que morria de medo de saber algo sobre o futuro, mas nao resistiu à curiosidade... Nunca é demais rever este filme. E é sempre uma diversao, ainda bem.


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