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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Zzzzzz...


Esperava mais do casal em cena...


Ok, sei que Gata em teto de zinco quente (Cat on a hot tin roof, 1958) é uma adaptação de uma peça de Tennessee Williams, mas não precisava parecer teatro filmado. Eu me senti tão irritadiça vendo o filme quanto o próprio Brick (Paul Newman, lindo de morrer) ao ver o que se passava ao seu redor: não aguentava mais aquele falatório, aquelas picuinhas ridículas que só gente interesseira é capaz de fazer. Eu podia sentir o clima quente e abafado da casa (tava um calor horroroso no dia em que assisti o filme, e isso não ajudou em nada). Se eu fosse uma gata num teto de zinco quente, já tinha pulado fora faz tempo.

O filme não conseguiu prender minha atenção por muito tempo, só peguei o básico da história. Filho mais novo e a menina dos olhos do pai rico, Brick (Newman) é um atleta aposentado (parou de jogar após a morte do melhor amigo) casado com Maggie (Elizabeth Taylor, inspirada - mas a voz incomodou), que não quer saber de crianças - as carinhosamente chama de "monstrinhos sem pescoço". Mesmo sem ter herdeiros, e sem estar interessado na herança do pai, Brick é jogado no meio da confusão armada pelo irmão mais velho, a cunhada pentelha e filhos mais pentelhos ainda. Sem poder fugir (literalmente) por ter quebrado a perna dias antes da reunião em família, é obrigado a assistir o rebuliço causado por todos quando descobrem que o Velho está com câncer terminal. A mãe desespera porque não quer aceitar que o marido vai morrer, o filho mais velho quer controlar a herança e ter posse sobre tudo o que pertence ao pai, a cunhada grávida não pára de atiçar as crianças para que adulem o Velho, na tentativa de agradar - puro interesse.


E o filme fica nisso: é discussão sobre a herança, DR do casal Newman-Taylor, o Velho forçando o filho a encarar seus medos e dizer a verdade sobre ter abandonado o esporte, filho mais velho e esposa tentando convencer a mãe que são a melhor escolha para controlar a herança da família... Muita fala para pouca ação. uma cena engraçadíssima, logo no início do filme me enganou: quando Maggie é atingida por uma bola de sorvete arremessada por uma sobrinha e resolve revidar, eu achei que fosse ter algo mais emocionante no filme. Ok, foi tocante a cena em que Brick deixa escapar para o pai que ele está morrendo, e o Velho ainda insiste em negar. Mas... duas cenas marcantes em um filme inteiro?

Tudo bem que escrever uma peça de teatro é difícil pra caramba, e que o que dá vida à cena é o diálogo (não adianta ter o melhor ator em cena se o texto é uma bosta). O tema é interessante, a situação é bem verossímil, o texto é ótimo. mas não funcionou essa montagem para o cinema. Interpretações por demais teatrais, enquadramentos estáticos, sem vida, sem emoção, falas intermináveis. Como Brick, eu só queria sair dali.

2 comentários:

Juliana Ferreira disse...

Uau. Adorei o teu blog. Vai já para os favoritos. Eu também comecei um há pouco tempo. www.cinemofilia.blogspot.com
Passa por lá, se quiseres.
Continua o bom trabalho.

Fabiane Bastos disse...

Obrigada!
Vamos visitar o cinemofilia, com certeza.

Obrigada pela visita e volte sempre!