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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Casos de família

Um patriarca  em que toda uma família se apóia, uma cunhada interesseira, um prodígio frustrado, um casal de aparências, crianças irritantes. Não estou falando da minha familia, muito menos da sua, caro leitor, mas, tenho certeza, encontramos esses tipos na sua, na minha, enfim, nas melhores famílias. Esta é a base para trama de Gata em teto de zinco quente, cuja maior diferença com relação a vida real é a dramaticidade teatral exagerada, e o fato de que todos os problemas estouram ao mesmo tempo.

E agora, Big Daddy???
É festa de aniversário de Big Daddy (Burl Ives), a família é toda reunida para comemora. A interesseira esposa do primogênito do rico patriarca treina seus irritantes filhos para bajular o velho. O filho caçula Brick (Paul Newman), literalmente preso à ocasião (está com a perna quebrada), não quer saber do pai, com que nunca teve uma relação verdadeira, e nega a bela esposa Maggie (Elizabeth Taylor).

E assim como em Big Brothers e novelas de Manuel Carlos, basta criar uma convivência forçada entre os personagens, que tudo é "jogado contra o ventilador". A família precisa encarar a inevitável morte do patriarca, a briga pela herança, o alcoolismo do caçula frustrado por não poder mais jogar, entre outros probleminhas. 

Vida em família: complicaaadoooo!!!
Diferente da vida real onde toda família tem esse tipo de problemas e resolve (ou tenta) por debaixo dos panos, em Gata em teto de zinco quente, eles resolvem aos gritos, de forma dramática e teatral. Este último provavelmente resquício da origem do texto. Era uma peça antes de ganhar as telas.

Embora as interpretações de todo elenco sejam inspiradas, os atores também carregam essa carga dramática exagerada dos palcos. Liz Taylor, puro glamour em seu vestido branco esvoaçante, para Marilyn nenhuma botar defeito, só é arruindada por sua voz de 12 anos de idade. Nada que não possa ser superado após alguns minutos. 

Um pouco maçante e verborrágico demais, deixou a impressão não alcançou todo seu potencial. Especialmente quando descobri os cortes, com relação ao possível homossexualismo de Brick, (existente apenas na versão dos palcos) que Newman, charmoso mesmo mal-humorado, daria conta sem piscar. Uma pena!

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