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sexta-feira, 4 de março de 2011

Puro luxo!

Elegante até comendo donuts...

Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's) é tão fofo que dá vontade de rever sempre. A história começa com a maluquete Holly elegantemente vestida no clássico tubinho preto (marca registrada do filme e, provavelmente, o primeiro look que você lembra quando se fala em Audrey Hepburn) tomando um café em frente à Tiffany's & Co.. Não se sabe muito bem porque ela está ali, nem porque está tomando café do lado de fora da loja - tão bem vestida, podia muito bem estar lá dentro comprando uma para usar na próxima festa.

Então descobrimos o porque: ela não é rica, ela só aparenta ser. Menina do interior, casada, fica sufocada pelas responsabilidades de ser uma dona-de-casa do interior do Texas. Deslumbrada com a cintilante e luxuosa Nova Iorque, não quer mais saber de voltar para casa - nem que, para isso, ela tenha que se submeter a ir uma vez por semana a uma delegacia. Assim, ela recebe uma grana que pretende guardar para gastar quando seu irmão, Fred, voltar da guerra.

Ela mora sozinha com um gato chamado Gato (adorei a idéia!) e tem um vizinho japonês que é completamente surtado (tudo bem que ser acordado por uma campainha alta e insistente é chato, mas precisa daquele showzinho toda vez que ela toca?). Até que se muda para o andar de cima o bonitão escritor Paul Varjak, e então sua vida muda.


Holly e José: pelo menos o brasileiro não era traficante (apesar de ser estranho tanto receio com a polícia)

Com situações engraçadinhas e figurinos fabulosos (alguém me explica como ela conseguia um armário tão fabuloso e elegante ganhando apenas cem dólares por semana?), o filme é uma otima pedida para aqueles sábados preguiçosos. Mesmo com algumas referências erradas ao Brasil (o galã brasileiro com sotaque espanhol e o disco ensinando português de Portugal foram dose de aturar) e até preconceituosas com a nossa gente (não dá para não reparar na forma tristonha que Holly fala dos futuros filhos mais morenos que teria com José) e um tom levemente exagerado no modo de interpretar a protagonista (principalmente quando está bêbada), nada disso abala o charme dessa deliciosa comédia romântica. Talvez não seja um filme memorável, mas com certeza é ícone do cinema. E o look de Hepburn fantasia garantida em toda festa temática - ou até carnaval, já que estamos em ritmo de folia!

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