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sábado, 19 de março de 2011

Quando o destino chama

Amigas para sempre: lenço, óculos, pé na estrada!

Lembro de ter assistido a Thelma & Louise (Thelma & Louise, 1991) quando era pequena, numa Sessão da Tarde da vida. Na verdade, só lembrava mesmo da cena final, as duas já cercadas no Grand Canyon e decidindo "seguir em frente". Não lembrava de mais nada. Aí o filme começa: sotaque do interior dos Estados Unidos. Murchei um pouco. Thelma se mostra uma mocinha idiota, e eu odeio mocinhas idiotas. Murchei mais um pouco. As duas pegam a estrada e vão para o deserto. Poeira, muita poeira. Murchei mais ainda. Então o filme tinha tudo para ser ruim e eu não gostar, certo? E não é que acabei adorando o filme?!

Então aqui a gente começa sabendo como vai terminar: duas mulheres, cansadas das suas vidas entendiantes e dispostas a passar um fim de semana tranquilo, pescando, acabam se metendo em confusões em bares, assaltando mercados e sendo perseguidas pela polícia de 3 estados diferentes. Isso é o que se pode chamar de diversão, né? Ingênua até a raiz dos cabelos, Thelma (Geena Davis) é a típica mulher submissa, mas que já não aguenta mais as grosserias do marido. Então ela aceita o convite da amiga Louise (Susan Sarandon, ótima) para passar um fim de semana pescando - longe do marido, só para se divertirem e relaxarem. Ao para em um bar, Louise acaba atirando em um homem quando ele tentava estuprar Thelma no estacionamento. A partir daí, começa a fuga. Como se já não bastasse a difícil situação que estava vivendo, a pobre Louise ainda tinha que lidar com a "burrice" da amiga Thelma (juro, dava vontade de dar uns chacoalhões nela pra ver se "acordava"). O que era pra ser um fim de semana tranquilo se transforma em fuga alucinada e uma jornada de libertação e descobertas para as amigas - em especial para Thelma, que deixade agir como uma criancinha assustada para finalmente se tornar uma mulher.

Good girls gone bad!

Tudo bem, nem chega perto de ser memorável para mim, mas é bom. Tem diálogos espertos, roteiro bem amarrado (apesar de pequenos exageros; afinal, por quê por tantas viaturas na cola de duas mulheres sozinhas?, uma fotografia interessante, boas atuações da dupla Sarandon/Davis, um Brad Pitt sarado e novinho para alegrar o dia... Um filme para lembrar o quanto decaiu a qualidade dos filmes que reprisam na tv durante as tardes preguiçosas durante a semana. Prefiro ver Thelma & Louise uma vez por mês a ver 3 filmes de cachorrinhos por semana.

Outra coisa boa também foi descobrir que o filme é do Riddley Scott. Acho que ainda não vi um diretor que tenha dirigido bem filmes tão variados quanto ele. Não importa se são blockbusters, o interessante é que sempre são bons filmes. Aqui no Dvd, Sofá e Pipoca, nós já vimos um clássico, Alien - o oitavo passageiro. Também são dele Gladiador e Falcão Negro em perigo. Ou seja, ele já falou sobre alienígena assassino, duas amigas que querem diversão e se envolvem em encrencas, um gladiador romano sedento de vingança e uma ação de uma tropa do exército americano em que tudo dá errado - isso para ficar com os poucos que eu citei. São tão diferentes entre si que fica difícil identificar a mão do diretor no filme. É diferente, por exemplo, de assistir a um filme de Woody Allen ou do Hitchcock. Nem por isso eles deixam de ter personalidade. Assim como as protagonistas desse road movie, o mais legal que eu já vi até agora.

Nota da blogueira: vi poucos road movies até hoje.

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