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sábado, 23 de abril de 2011

Sim, terei pesadelos...

A melhor coisa que eu fiz foi ter ouvido meus instintos. Enrolei o quanto pude para assistir a O iluminado (The shining, 1980) e mesmo ouvindo de pessoas diferentes que o filme "nem assusta tanto assim", decidi esperar por uma bela manhã de sol forte e céu azul. Nunca (eu disse nunca) veria esse filme após as 18h. E fiz certo. O iluminado realmente não é um filme de sustos gratuitos, mas o terror psicológico é evidente e causa calafrios mesmo à luz do dia. Principalmente em pessoas, digamos, mais sensíveis (pra não dizer medrosas). Comecemos com o que eu sabia do filme: Jack Nicholson (bárbaro), história baseada em conto de Stephen King, filme de suspense aclamado e considerado clássico, dirigido por Stanley Kubrick, cena do machado na porta. E tudo isso já era o suficiente pra eu saber que não ia ser muito fácil dormir depois de assistir ao filme.

Pois bem, me enchi de coragem e vi. O filme é bom e é assustador sim, mesmo que você sempre saiba o que vai acontecer em seguida. A trilha sonora faz boa parte deste trabalho, aliás, sempre tensa e sempre aumentando a tensão quando o momento exige. Acho que o filme não seria o mesmo se não tivesse essa trilha. O fofo Danny (Danny Lloyd) já de cara demonstra não ser uma criança comum (ou só eu achei assustadora a voz que ele fazia quando "Tony" falava?!). Descobri que o iluminado do título se refere às pessoas que tem o dom da telepatia - e não ao personagem de Jack Nicholson, como eu julgara. E fui descobrindo mais à medida que os personagens vão descobrindo o hotel, lindíssimo por sinal.

Então veio a surpresa Shelley Duvall. Não imaginava que ela fosse durar a metade do filme, dada a fragilidade inicial de sua personagem. Sua interpretação dá o tom certo de desespero (convenhamos, não é fácil descobrir que seu marido está querendo matar a você e a seu filho) e suas caretas de pânico, apesar de exageradas, são perfeitas para a sequência final do filme. Conforme o tempo passa, ela se torna a única a ainda manter uma certa dose de humanidade, de ingenuidade e, de certa forma, imunidade a todo o mal que está no prédio. Interessante.

Aliás, o prédio em si já é um personagem. A ambientação do hotel vazio, o inverno rigorosíssimo, o isolamento, o jardim-labirinto... Dá agonia só de pensar em passar uma temporada lá. Imagina se eu ia fazer como o pequeno Danny, dando uns "rolês" pelos corredores desertos no triciclo?! A cada curva que ele fazia eu me segurava, rezando pra ele não encontrar nada. Nem todos os nosso pedidos podem ser realizados, né?


As garotinhas por si só já são assustadoras, precisavam daquele "Vem brincar com a gente!"? Talvez essa seja a frase que eu mais odeio em filmes de terror. E quando os espíritos começam a se manifestar? A mulher na banheira (eca! que nojo aquilo!), o barman que aparece do nada no bar pra servir um uísque para Jack, depois o baile no Salão Dourado, o garçom que é o zelador-assassino... Mas os piores são os que aparecem por último, para Wendy: que droga de máscara é aquela?! Morri de medo.

Receita para que um filme seja clássico, chocante, impactante: não precisa de excesso de efeitos especiais para que um filme seja bom. Uma boa história, um bom elenco, um ótimo diretor, maquiagem eficiente e uma trilha sonora perfeita para criar o clima. Lição do dia? Nunca passe uma temporada de inverno num isolado nas montanhas.

2 comentários:

Anônimo disse...

oi, estou criando um blog em que faço reflexões sobre cenas de filmes, e gostaria de permissão pra copiar e colar em meu blog a imagem que aparece o homem de terno e o vestido de urso do filme O Iluminado. Prometo postar o link da imagem e posso anexar seu blog ao meu. Me responde: jamalpato@bol.com.br

Obrigado.

Geisy Almeida disse...

Olá, obrigada pela visita. Na verdade a foto a que você se refere foi encontrada na internet, não é nossa. Pode usá-la sem maiores problemas ou procurar outra similar.

Abraços, até a próxima.