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sábado, 14 de maio de 2011

Quando a esmola é demais...

O filme começa com Adam Pontipee (Howard Kell) chegando à cidade para comprar suprimentos para o inverno e tem também um item no mínimo inusitado em sua lista de compras: uma noiva. Acostumado a ter tudo o que quer, ele não desiste de sua idéia e começa a procurar por toda a cidade. Suas exigências são: precisa ser jovem, bonita e trabalhadora. Então ele encontra Milly (Jane Powell), uma moça que mora com o pastor da cidade e trabalha numa pensão, cozinhando para homens famintos. É uma rotinam muito dura para a moça, mas ela trabalha sem reclamar. Porém, farta de ter que cozinhar para tantos homens famintos e rabugentos todos os dias, Milly aceita a oferta de casamento de Adam (como todo bom homem de negócios, ele vai direto ao assunto, mostra os benefícios de se aceitar a oferta e ela não resiste). Somente ao chegar na casa de Adam e lá fica sabendo da verdadeira situação: ele tem mais seis irmãos morando com ele. Ela, que sonhava em cuidar somente de um homem, teria que cuidar dos sete. Sozinha.


É dura a vida da bailarina...

Então, ela logo percebe que precisa se impor. E ganha o respeito dos cunhados quando passa a lhes dar dicas de como conquistar garotas - tarefa nada fácil para ela, coitada. Com muito esforço, ela consegue transformar brucutus em cavalheiros. Logo os seis irmão ? conseguem chamar a atenção das moças da cidade na festa de primavera e causam inveja aos outros rapazes. Voltam para sua casa nas montanhas apaixonados e desesperados: o inverno os isolaria do resto do mundo até a próxima primavera. Incentivados por Adam, eles resolvem sequestrar as suas amadas e levá-las para sua casa na montanha. Conseguem raptá-las, mas o plano não sai exatamente como eles previram. Assustadas e revoltadas com a ofensa, as moças ficam sob a guarda de Milly na casa principal enquanto ela põe todos pra dormirem no celeiro - inclusive o marido.

Clube da Luluzinha: brucutus aqui não entram.

Então ela descobre que está grávida e as meninas se empolgam em ajudá-la. Chegada a priimavera, nasce o bebê e a cidade inteira resolve invadir a fazenda dos irmãos Pontipee para resgatar as moças. Mas elas já estavam apaixonadas pelos irmãos, e não queriam voltar para a cidade. Depois de alguma confusão, enquanto os homens da cidade tentavam resgatar as moças que não queriam ser resgatadas, as seis moças casam-se com os outros seis irmãos e todos vivem felizes para sempre.


Fábula machista e meio sem-pé-nem-cabeça, mas tão bacaninha...

Se depois de ler essa breve sinopse você não teve interesse de ver o filme, talvez o que eu venha dizer vá mudar sua opinião. O filme é divertidíssimo! Até eu fiquei meio receosa quando descobri que era uma comédia romântica musical, mas me deliciei com as várias cenas de dança e o enredo da história. Além de ter tiradas ótimas (como a que o personagem Adam faz ao comparar o fato de estar apaixonado a ser acometido por sarampo) e um tanto de ingenuidade típica dos filmes produzidos na época, é uma boa fonte de reflexão sobre o papel da mulher na família, na construção de uma civilização; uma olhadela nos primórdios da colonização americana. As cenas são todas muito bem coreografadas, a produção muito rica e bem elaborada. Uma ótima pedida para um sábado preguiçoso. Sem sombra de dúvidas, Sete noivas para Sete irmãos (Seven brides for seven brothers, 1954) é a comprovação da minha teoria: qualquer história, mesmo as mais simples ou batidas, se for bem contada pode render um bom filme.

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