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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Musical bobinho, mas simpático


Então... Quando li a sinopse de Sete noivas para sete irmãos não fiquei, assim, muito animada. Sabe como é, um musical no interior dos Estados Unidos sobre... sete noivas e sete irmãos! Achei uma grande bobagem. E, depois de assisti-lo, cheguei à conclusão de que é mesmo. O filme se baseia num fiapo de história, nada é muito crível, as canções não são bem obras-primas, mas o resultado até que é simpático e divertido. Afinal, não é pra isso que servem os musicais?

Tudo bem que Adam (Howard Keel) e Milly (Jane Powell) foram os protagonistas do casamento mais rápido (e sem charme) da História. Eu sei que a sétima arte adora histórias de amor à primeira vista, mas matrimônio instantâneo foi a primeira vez. Mesmo que a moça estivesse doida para dar adeus à solteirice, fica difícil acreditar que alguém se mudaria para um fim de mundo qualquer com um completo estranho sem nenhum questionamento. Ainda mais alguém de personalidade tão forte. Mesmo sendo só o pontapé inicial para o desenvolvimento da trama, esse pedaço era importante e merecia mais atenção. Ficou esquisito.


E sim, eu sei que o longa foi inspirado no conto "O rapto das sabinas", de Stephen Vincent Benet, mas eu só conseguia pensar em Branca de Neve e os sete anões durante boa parte do filme. Não só pela parte musical - o que foi o primeiro número de Milly recém-casada, nas pradarias verdejantes do Oregon, com direito a passarinhos e tudo? - mas na relação dela com o marido e os cunhados. Primeiro, a coitada, crente que ia ter uma lua de mel romântica, descobre de repente que vai dividir o mesmo teto com outros seis marmanjos e percebe que é a única capaz de botar ordem na casa. E aí é um tal de "Comportem-se", "Tomem-banho", "Vistam roupas limpas", "Sejam educados" e afins, igualzinho à animação da Disney. Só faltou a bruxa com a maçã envenenada, juro.

Mas o que me impressionou mesmo foi a postura de Milly. Mesmo vivendo numa casa que era o poço do machismo (lembrem-se: esposa = empregada), ela conseguiu se impor e transformar para melhor a vida daqueles ogros. Até ouvir os conselhos da cunhada eles ouviam. E o mais curioso é que ninguém ousava contrariá-la, nem quando ela os expulsa da própria casa! Isso é que é moral.


O resto da história é tão divertida quanto improvável: depois de transformados em cavalheiros, os irmãos de Adam também se apaixonam perdidamente num piscar de olhos e precisam desesperadamente sequestrar as garotas. Demais, né? Mas lembre-se de que essa baboseira toda é só uma desculpa para alguns números musicais bonitinhos. Meu preferido é do primeiro encontro entre os irmãos Pontipee e suas pretendentes, com uma coreografia complexa e impecável. Só não me perguntem o porquê das camisas nas cores do arco-íris: mais brega impossível. Francamente, Milly.

1 comentários:

Geisy Almeida disse...

Também lembrei da Branca de Neve e os sete anões!! Cara, impossível não lembrar: sete marmanjos, cada um com uma camisa coloridaça, ela chega e põe tudo em ordem... Muito engraçado.

E convenhamos, não deve ser nada fácil ter que lavar as roupas de baixo de sete marmanjos que pareciam não tomar banho direito há uns 10 anos pelo menos... XD