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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Muito para um dia!

Gene Kelly tem o péssimo hábito de se encantar por moças que ele provavelmente só verá uma vez. E depois precisa revirar a cidade para vê-las novamente. Foi assim quando Don conheceu Katty em Cantando na chuva. E é assim que Gabey (Kelly) "disperdiça" seu único dia em Nova Iorque.

Três marinheiros Gabey (Gene Kelly), Chip (Frank Sinatra) e Ozzie (Jules Munshin), ganham um dia de folga ao aportar na "grande maçã". Com tantas opções e tão pouco tempo, os rapazes parecem um pouco perdidos sobre o que conhecer. Seu itinerário ganha forma quando ao pegar o metrô, Gabey se vê obcecado pela Miss Catraca (isso mesmo roleta!), do mês. Depois de um breve encontro com a moça, os três saem em seu encalço, tendo como pista apenas um cartaz publicitário.

Durante a busca conhecem vários pontos da cidade e, claro, mais duas moças. Afinal 3 casais fazem coreotrafias mais elegantes que  uma moça e três marmanjos. Não demora muito para encontrar Ivy, mas agora temos que nos preocupar com o fato da moça fingir ser outra pessoa, com a polícia que persegue o grupo e a inevitável partida do trio pela manhã. E sim o longa tem apenas 98 minutos, e longos números musicais.

Como eles conseguem contar tanta coisa em tão pouco tempo? Ora, nada inicia tão rápido uma amizade, ou acelera um relacionamento, tão bem quanto um número musical. Extensos, bem coreografados e com musicas vibrantes. Incríveis! Embora um deles, tenha apenas a função de resumir a história até ali (em prol de quem precisou ir al banheiro durante a seção?). E outro nos faz ter certeza de que americanos não sabem a diferênça entre homens da pré-história e índios.

No roteiro um ótimo exemplo de situação que a evolução dos meios de comunicação eliminou: nos dias de hoje: nunca um marinheiro (distante da civilização por semanas) acreditaria que alguém é uma estrela apenas por ter uma foto no metrô. TV e internet nos deixam bem a par de quem é ou não celebridade, apesar da efemeridade da situação hoje em dia. É essa inocência que faz o filme ser tão adorável. 

Os rapazes, deslumbrados pela cidade grande, são facilmente identificaveis pelos "nativos". Da mesma forma que identificamos gringos no Pão de Açucar. Não tem coisa mais divertida e "non-sense" que assitir a três homens adultos saltitarem felizes pelo Central Park. Situação que normalamente seria alvo de inúmeras piadas, e críticas. Mas na tela, em um filme musical, tudo bem! A gente acredita.

Já suas pretendentes são o completo oposto, decididas, objetivas e idependentes. Elas tomam as rédeas da situação. Seja nas atitudes, elas literalemente se jogam nos rapazes, e sua com sua "lábia" resolvem (e causam) muitos problemas. Ou figurino deslumbrante e com cores fortes, que nos fazem pensar, como três rapazes de uniformes brancos (inocentes e puros) poderiam resistir a elas?

Como se todo o drama e caçada romântica e música fosse pouco para se resolver em apenas 24 horas, ainda tem uma perseguição policial. Causada por um acidente com um esqueleto de dinossauro no Museu de História Natural (o mesmo do Ben Stiller). Acho que por isso, que até os dias de hoje é proibido sapatear em museus nova-iorquinos!

Apesar das semelhanças que mencionei no primeiro parágrafo, não é um Cantando na chuva. Mas ainda sim é muito divertido!

P.s.: Acho que decobri que (me perdoem!) High School Musical 3, faz referência a esse longa. Se for, menos mal! Mas aviso, assiti ao longa tarde da noite, e redigi esse texto mais tarde ainda. Existe portanto uma enorme possibilidade de eu estar "viajando na maionese".

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