3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Opa!!!

Opa! Acho que sou meio grega. Não que minha tia me obrigue a comer olhos de carneiro porque faz ficar inteligente (pensando bem, ela estranha o fato de eu não gostar de pés de galinha). Mas no sentido de que faço parte de uma família grande, barulhenta, intrometida e comilona. No bom, e algumas vezes, no mau sentido também.

A família de origem grega de Fotoula Portokalos (Nia Vardalos) é assim, meio sufocante. Talvez por isso, e por algumas outras coisas, Toula tenha chegado aos 30 sem grandes perspectivas. Trabalhando no restaurante da família, até então não havia feito  muita coisa para não decepcionar os planos do patricarca, que esperava que a moça casasse com um bom grego e produzisse vários gregrinhos.

Chega um dia que a moça consegue dar um bastanaquele marasmo, convence o pai a deixá-la estudar informática. A moça se descobre, sente-se bonita e até descola um pretendente. Mas Ian Miller (John Corbett) não é grego. Logo, quando o namoro chega ao conhecimento da família, o caos se instala. E o rapaz, perdidamente apaixonado, aceita enfrentar um longo e complicado processo de aceitação, da família da moça, que culminará no grande e gordo casamento grego. Fofo!

Já que pertenço a uma dessa exêntricas famílias, enquanto a maioria das pessoas acha graça dos hábitos exagerados dos gregos, é a apatia dos Miller, os pais do noivo, é que me surpreende. O divertido e inteligente contraponto à família numerosa de Toula é tão insosso que nos faz questionar: como Ian foi concebido e se tornou um cara legal, com pais como aquele? Mas também entendemos de cara porque ele topou se aventurar naquela enorme família.

Essa é a parte divertida do filme. A parte edificante fica por conta da transformação de Toula, de pessoa sem perspectivas a uma mulher cheia de vida, literalmente apaixonante. E da forma como acontece, de dentro para fora. O makeover vem depois do crescimento pessoal, do aprendizado, da descoberta do mundo. Diferente das dezenas de transformaçãos cinematográficas onde a mocinha só cresce após se sentir visualmente bela.

Mama sabe resolver!!!!
Resta ainda minha parte favorita: a força de um pescoço. Segundo a mãe da protagonista, o homem pode até ser a cabeça da casa, mas a mulher é o pescoço. Na melhor demonstração de "housewife power" do cinema, a dona de casa exibe exímia perícia em virar a cabeça de seu marido para o lado que deseja. Felizmente a manipulação sempre coloca seu estressado marido grego no caminho certo. Avalia se esse poder cai nas mãos erradas!

Se ainda assim, você não se divertiu com nada que mencionei acima, ainda pode se deliciar com as tradições e costumes gregos. Que vão da bizarra cuspida para dar sorte à calorosa recepção quando te aceitam. 

Adorável tia Voula!
O destaque aqui fica com Tia Voula (Andrea Martin). A senhora nos recepciona naquela estranha comunidade ao mesmo tempo que nos choca com estranhas histórias de seu passado. Adoro a cena na festa de casamento onde ela serve de "intérprete de habitos" para os Miller. Um ato acolhedor e adorável da tão estranha personagem!

Mesmo sem a tradicional quebra de pratos, comum em festas gregas (nem uma ceninha!), Casamento grego é diversão durante todo a projeção e ainda termina com uma enorme festa!

0 comentários: