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sábado, 10 de setembro de 2011

Um remake que não é 'mais do mesmo'

The italian job é tão bacana que tem duas versões bem diferentes e eu não consegui escolher qual eu mais gostei. No original de 1969, com Michael Caine elegantérrimo no papel de Charlie, há todo aquele clima romântico de filme antigo. Eu fiz a experiência de ver o filme mais novo antes de ver o original, e a impressão que ficou pra mim - ao assistir nessa sequencia - de que o filme da década de 60 parecia uma ótima produção de época. Mas, não era, era o que havia de mais moderno no período da produção. E a segunda versão, de 2033, tem dois grandes motivos pra me cativar: Edward Norton e Mark Walbergh. Pois é. Mas nem eles dois juntos, nem o charme e o sotaque inglês de Mr. Caine me encantaram mais do que os grandes astros do filme: 3 carrinhos lindos, que viraram meu sonho de consumo - Mini Cooper, tanto no design antigo quanto no mais moderninho. O roteiro nos dois é bem simples: um roubo perfeito, planejado nos mínimos detalhes, e a tecnologia é a mais importante arma que o grupo usa. Charlie é o boa pinta e cérebro do plano, o humor leve e pontual dá leveza à trama. A chave do sucesso? Mini Coopers turbinados. Tem como não dar certo um filme desses?

A versão de 2003 é um dos meus filmes de ação favoritos. E foi bem por acaso que me apaixonei por esse filme. E gostei pelos mesmos motivos que o original também me encantou: os minis, claro, e o clima de humor que ronda toda a trama. O plano absolutamente perfeito e planejado nos mínimos detalhes tem sempre uma brecha para um possível erro, mas até isso é planejado. E a saída é sempre perfeita. Torcer pelos bandidos, isso é um mérito que o roteiro bem enxuto e amarradinho faz.

Um detalhe que me chamou a atenção foi o progresso tecnológico influenciando nas condições de planejamento do assalto. E o valor do prêmio também. US$4 milhões era uma quantia tão obscena na década de 60 quanto US$35 milhões nos dias atuais. Mas se no antigo não tinha piadinhas sobre a criação do Napster (se fosse feito atualmente, seria o Facebook?), o atual não tem a elegância dos ternos e o charme do sotaque inglês. Pontos a favor de um e de outro, nenhum contra. Nessa "briga", quem sai ganhando somos nós, fãs de bons filmes de ação.

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