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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bom para fãs e não iniciados

Vance (Richard Egan), Bret (William Campbell) e Jary Reno (James Drury) serviram na Guerra Civil Americana. E, apesar de terem lutado do lado perdedor, sobreviveram, e com um inesperado espólio de guerra voltam para casa. Vance é de longe o mais ansioso por finalmente desposar sua noiva, já que a espera durou quatro anos. Em casa, todos acreditavam que o mais velho dos irmãos morrera na guerra, e Cathy (Debra Paget), após tanto esperar, casou-se com o caçula da família, Clint (Elvis Presley).

A remodelagem no roteiro, para dar mais destaque ao papel de Elvis, na época um astro em ascensão, é bastante visível. Assim, a história se divide entre o triângulo amoroso Vance/Cathy/Clint e o probleminha causado pelo espólio de guerra conseguido pelos irmãos. O resultado é curioso, já que as tramas se misturam e interferem uma na outra.


As carismáticas personagens conseguem até criar uma tensão. Trabalho que sobra para Vance e Cathy, já que Clint, moço ingênuo, nem desconfia do antigo relacionamento entre o irmão e a esposa. Meio difícil de acreditar, mas desimportante diante da figura de Elvis.

O cantor se sai razoavelmente bem até a sequência da festa para a construção da escola. Clint se apresenta no palco, com o rebolado característico do Rei, e até as tietes. Moças do pós-guerra civil gritando como fãs dos Beatles. A guerra deve mesmo afetado a cabeça delas. Então, lembramos que aquele é o Elvis, e fica um pouco difícil acreditar em uma ou outra cena dramática ao longo da projeção. E especialmente com as reações exageradas e arroubos de raiva do personagem, apresentado como uma pessoa extremamente doce. Mas esta é uma falha de construção do personagem e do roteiro, não do ator.


O filme ainda carrega o jeitnho de Velho Oeste, ou seja, muitas cavalgadas, perseguições e tiroteio para definir a outra trama e dramatizar ainda mais o romance. Também dá o que fazer aos outros irmãos, que tiveram sua parte diminuída, quando o caçula ganhou espaço.

O ritmo é ágil, especialmente para um filme dos anos 50. E a trama é inteligente ao interligar o romance e a retaliação pós-guera. O final, apesar de suavizado, foi mantido a contragosto da vontade de alguns espectadores mais dedicados. É um filme agradável e até muito divertido. O que já é mais do que o esperado de um filme para atender a fãs e alavancar um artista. Gostei.

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