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sábado, 19 de novembro de 2011

Quase um filme para TV!

Pobre menino rico está cansado de chamar a atenção das moças, apenas por seu carrão, suas roupas de grife e seu petróleo. Então, Scott Hayward (Elvis Presley) resolve trocar de lugar o com pobre, amigável e divertido Tom Wilson (Will Hutchins), e ambos seguem para um luxuoso hotel na califórnia. Enquanto o segundo se diverte com o dinheiro, Scott trabalha como instrutor de esqui aquático, e conhece Dianne (Shelley Fabares), uma moça que fora ao hotel com um único objetivo, casar com um homem rico.

É claro que Scott se interessa pela moça, que não dá bola ao suposto pobretão, uma vez que o famoso e endinheirado piloto de corrida de barcos, J.J. Jamison (Bill Bixby) está na área. Scott até ajuda a moça a conquistar o rapaz, mas logo se arrepende e decide lutar pela moça. E para tal resolve competir na corrida de barcos. Já que não pode usar seu dinheiro, também vai precisar consertar uma banheira velha. Enquanto isso, dá aula de esqui, canta em luaus (e em qualquer outro momento oportuno), ensina criancinhas e ronda sua pretendente.

Exemplo de momento oportuno para uma música.
Falta de foco é a palavra chave de O barco do amor. Embora seja muito simpático assitir ao Rei (já no início de sua decadência) fazer tudo aquilo, a sensação que fica é que não sobra tempo para a moça e o romance. Não que ela mereça, afinal é uma caça-dotes. Por isso nem fiquei muito irritada quando, em um retrocesso de décadas de feminismo, a moça foi comparada um troféu: "Para ganhá-la, preciso ganhar a corrida". Mentalidadezinha primitiva, hein!


O chroma key é divertido sim. Em comédias de TV de baixo orçamento, quando as famílias finalmente deixam o cenário da casa para ter uma longa viagem, cuja situação de passar horas no carro é muito mais interessante que o destino. O recurso da tela verde também é útil em algumas cenas mais complicadas. Entretanto, utilizada em quase todas as externas, é exagerado, especialmente quando sabemos que dinheiro não era exatamente o problema. Na sequência de corrida, e nas acrobacias da mocinha fica engraçado, é verdade. Mas durante o restante das cenas, não pude deixar de imaginar: o que diferencia este filme dos feitos para o Disney Channel?

Não me levem a mal. É uma "sessão da tarde" agradável, e só. Uma história extremamente simples, entrecortada por números musicais sem motivo aparente (adoro isso), com um amor complicado, uma disputa vazia e desnecessária culminando em um final feliz (criativo, devo admitir). Odeia High School Musical e afins? Olha só como começou.


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