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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quase uma 'cinderela às avessas'

Então, o que esperar de um filme com o título O barco do amor (péssima tradução para Clambake, 1967)? Juro que esperava algo bem piegas... Mas, não é o que a gente vê na tela. Achei o filme bem divertido, daqueles que animam uma tarde nublada. Não dá pra morrer de rir, e é lógico que é mais um veículo para as músicas de Elvis se tornarem conhecidas, mas é o tipo de filme fofo.

Scott (Presley), seu possante e sua gatinha
O roteiro é simples, típico de filme feito para uma estrela brilhar. Um rapaz muito rico (Elvis Presley) e herdeiro de uma fortuna milionária decide trocar de lugar com um cara pobre (Will Hutchings, divertido), mas boa praça. Enquanto Tom (o pobre) se diverte fazendo-se passar por Scott (o magnata), este acaba se apaixonando por Dianne (Shelley Fabares), uma moça, digamos, interesseira. Ela havia chegado ao hotel somente para conhecer James Jameson (Bill Bixby), um famoso e charmoso atleta. Ele estava lá para treinar para a corrida de lanchas - e, claro, namorar um poquinho. Com a ajuda de Scott, ela acaba chamando a atenção de Jameson. Começa, então, a disputa pelo amor da garota, que também vai acabar com uma disputa nas pistas. E lógico, o filme tem seu happy end. No meio disso tudo, a gente vê Elvis fazendo acrobacias aquáticas, ensinando crianças a terem autoconfiança, pulando no trampolim, consertando barco, estudando química e criando um superverniz. Coisas que só Hollywood é capaz de nos proporcionar.
Eu sempre sonhei ter um laboratório onde os líquidos borbulhavam e espumavam...
Devo dizer que adoro aqueles chromakeys horrorosos. Acho o máximo mesmo, quanto mais falso, mais divertido. E nesse filme, todas as sequencias de ação tem esse recurso - um deleite para minha pessoa. As mais legais são as das acrobacias de Dianne querendo chamar a atenção de Jameson e as da corrida em si. E o que são as passagens para os números musicais do Rei? Qualquer desculpa servia, era só emendar com a música... E o violão que aparece do nada? Eu ri muito! A sequencia mais engraçada foi a do luau, com as dançarinas rebolando loucamente e Elvis fazendo acrobacias no trampolim (ou só eu percebi que estavam tentando descaradamente esconder a barriguinha saliente dele?). Mas também não dá pra deixar passar em branco o número Elvis só para baixinhos...
E o que a gente aprendeu hoje, turminha? Autoconfiança!
O filme não é nada demais, mas é gostoso de ver. O final, em que ele conta a verdade para a amada no carro e ela desmaia é engraçado e gracioso. No fim das contas, a presença de Elvis é até dispensável para o bom andamento do filme, porém o charme e a voz dele são o tempero que faz dar gosto de ver o filme - e o que nos faz querer ver outros filmes dele também. Ainda bem que o mês ainda tá na metade...

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