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sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma Thurman


Uma Karuna Thurman. Um nome tão diferente tem um significado muito bonito: filha de budistas, Karuna significa "compaixão" e é um dos set pilares do Budismo.  Uma atriz versátil e camaleônica como poucas, já apareceu na sua telinha várias vezes.   Foi em uma outra história de Tarantino que a alçou a um status de musa cult - um filme que você já deve ter ouvido falar: Pulp fiction - Tempos de violência (que a gente já comentou aqui no blog). Ela já havia participado de outras produções anteriores, mas, com certeza, Pulp fiction foi o grande marco de sua carreira.

Uma começou a carreira como modelo, mas foi em Ligações perigosas (Dangerous Liaisons, 1988) que a atriz começou a chamar a atenção do público e dos críticos. Mesmo assim, sua carreira não deslancharia ainda: vários filmes foram fracassos comerciais, e Uma chegou a "ganhar" um Framboesa de Ouro (o Oscar dos piores do ano) por sua atuação em Even cowgirls get the blues (1993). Pois é. 

Já no ano seguinte ao desastroso "feito", veio a ascenção ao estrelato: Pup Fiction, Tarantino e o resto é história. Sambando na cara da sociedade, ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua Mia Wallace, a namorada doidona do gângster de cabelos estilo Cleópatra, que dança descalça e toma milk shakes de 5 dólares. Desde então, Uma vem alternando filmes que são sucesso de crítica (como o futurista Gattaca, 1997) e de público (Batman & Robin, também de 1997, em que interpretou uma sensual e um tanto drag Hera Venenosa, toda ruiva e coberta de plantas) e outros que não chegaram a chamar a atenção nem de um, nem de outro. Sua última participação de peso antes de uma breve pausa no cinema foi na adaptação cinematográfica de Les miserábles, em 1998. Entre 1998 e 2002, ela se dedicou totalmente ao papel de mãe: tempo integral para os dois filhos com o ator Ethan Hawke, seu parceiro de elenco em Gattaca. O casal se divorciaria algum tempo depois (Uma também foi casada com Gary Oldman, mas o casal não teve herdeiros - pena!). Vida que segue.

E seguiu muito bem. Seu pé-de-coelho particular, Tarantino esperou que a sua musa decidisse retornar à ativa para enfim tocar o projeto de Kill Bill. Os volumes 1 e 2 da saga só renderam elogios à dupla, e Uma voltou a ocupar lugar de destaque nas mídias. Uma torna-se uma das mais bem pagas atrizes de Hollywood - não sai de casa por menos de 12 milhões de dólares por filme. Após uma tentativa (fracassada?) de reviver a gloriosa dupla de Pulp fiction com John Travolta no filme Be cool -o nome do jogo (Be cool, 2005), a atriz pareceu se dedicar a filmes de comédia romântica: Terapia do amor (Prime, 2005), Minha super ex-namorada (My super ex-girlfriend, 2007), Marido por acaso (The accidental husband, 2008)... Nenhum fez muito sucesso, principalmente com os críticos. Mais recentemente fez uma particiáção no blockbuster Percy Jackson e o ladrão de raios (Percy Jackson & the Opympians: The lightning thief,  2010) como a Medusa. Ao que parece, seus maiores sucessos de público e crítica são mesmo as parcerias com Tarantino. Alguém reclama?

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