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formando cinéfilas melhores!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Universal e atemporal

Provavelmente já mencionei em algum post anterior que a expectativa pode ser a maior inimiga de um filme. Normalmente tento evitar esperar algo (bom ou ruim) de qualquer filme, livro, série, mas quando se cresce observando a imagem do Vagabundo e do Garoto sentados na soleira da porta (uma das imagens mais reproduzidas do mundo), somado à fama do filme e à imagem de Chaplin no imaginário popular fica difícil não esperar alguma coisa de O Garoto.

O primeiro susto vem com a duração do filme, 58 minutos, mas aí lembramos que há uns 90 anos (!) o cinema era diferente, bobeira minha esperar um filme de duas horas. Depois veio aquela sensação de "eu já conheço essa história", afinal existe quase um século de obras que fazem referência a ele de algum modo.

Não me levem a mal. O filme é tocante! Tem uma boa história, boas interpretações. E sim faz rir e chorar de verdade, embora sejamos sugestionados a isso antes mesmo do filme começar, como se a película precisasse de ajuda. Mas depois de passar a vida inteira imaginando como seria o filme, a realidade deixou um gostinho de "Legal, mas já acabou?".

Tentando dar uma vida melhor ao filho, uma mulher pobre, sozinha e desesperada deixa seu bebê dentro do carro de uma família rica. Infelizmente o carro é roubado e os bandidos descartam a criança em um beco. O Vagabundo a encontra, mas não consegue se desfazer dela, e acaba criando o menino da melhor maneira que podia. Anos mais tarde quando o garoto fica doente as autoridades decidem que a vida que o Vagabundo oferece ao menino não é apropriada. Enquanto a mãe, em melhor situação de vida, e culpada pelo sumiço do filho faz caridade no mesmo lugar onde a dupla vive.

Tudo contado com altas doses de doçura. Alternando a beleza das  alegrias simples da vida e a melancolia das perdas inevitáveis. Mas claro é o vagabundo, então final feliz é imprescindível!

Para não dizer que nada me surpreendeu, a sequencia de sonho é hilária a ponto de entreter a criançada aqui de casa. E quem diria, minha sobrinha de quatro anos entendeu a linguagem do filme mudo como se os tivesse assistido a vida inteira, até melhor que eu, ouso dizer. Linguagem universal e atemporal, pelo visto Chaplin alcançou seu objetivo principal e foi além, também emocionou e ainda emociona muita gente!


3 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza, a sua sobrinha de 4 anos entende mais da essência dos filmes de Chaplin do que você.

Anônimo disse...

Querida, você escreve bem, mas lhe falta um pouco de maturidade em relação à crítica cinematográfica, além de precisar estudar um pouco sobre a vida daqueles que realizam os filmes que você se propõe a criticar.
Senti que você se esforçou, mas o texto parece incompleto e, igualmente incompleto é o seu conhecimento sobre cinema.
Para um blog que se objetiva a falar de cinema, em minha opinião aqueles que escrevem para ele precisam ter o mínimo de conhecimento cinematográfico. Mas continue tentando, um dia você conseguirá. Abraços.

Fabiane Bastos disse...

Caros anônimos,

"Projeto para formar cinéfilas melhores" - é o objetivo deste blog, e sempre esteve explícito lá no cabeçalho. Aprimorar o olhar cinematográfico sempre foi o objetivo.

Eu poderia listar minha formação acadêmica, mas não vou. Ao invés disso vou lhes lembrar, que além de um projeto de aprendizado, isso é um blog, não um site. Nossa estrutura, nos permite utilizar uma abordagem mais pessoal, ou profissional de acordo com a situação.

Como é um projeto de crescimento pessoal geralmente, escolhemos uma abordagem mais intimista, apresentando nossas impressões sob a obra em questão. Independente de sua importância para história cinematográfica, "fama", e por vezes até características técnicas. Embora sempre publiquemos textos paralelos, tratando destes temas, bem como de seus realizadores.

É o caso da resenha em questão. O que está escrito é minha percepção pessoal sobre a obra. Não uma crítica indicativa de qualidade, dessas que você vê no jornal com estrelinhas, ou bonequinhos. Aliais colocar a qualidade desta obra em questão, seria uma idiotice não é mesmo? É um clássico, não por acaso.

Considerando que nem sequer critiquei o filme (apenas não cai de amores por ele), e já recebi comentários hostis. Entendo porque estes comentários vieram de "anônimos".

Ainda assim, estamos aqui, há mais de 5 anos aprimorando nosso olhar cinematográfico, e colocando nossa cara à tapa, para comentários como estes. Agora pergunto: como vocês passaram seus últimos cinco anos?

Mas tudo bem, aceitamos suas criticas pouco construtivas de coração aberto. E convidamos a continuar nos acompanhando para nos ver "conseguir", seja lá o que você acredita que precisamos alcançar.

Obrigada pela visita!

P.S.: Sugiro que nunca leia minha resenha para "O Poderoso Chefão"!