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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Surpreendentemente chato

Que me perdoem os fãs de Greta Garbo, mas não gostei de Mata Hari (Mata Hari, 1931). Greta vive a lendária espiã francesa, mas com alguns trejeitos imperdoáveis de afetação. Ok, posso estar pre-julgando a diva, pois este foi meu primeiro filme dela. Mas achei bem forçado o estilo de Mata Hari na tela.

As maquinações e elaboradas estratégias para camuflagem de espiões, as intrigas de guerra... Tudo me passou meio despercebido quando Garbo entra em cena. Talvez o filme tenha feito tanto sucesso e causado rebuliço pela sensual dança e figurino ousado para uma diva, à época. Nisso posso dizer que ela fora ousada. Colocar a barriga de fora e dançar lascivamente perto de uma estátua de Buda realmente foge dos padrões das divas, que andavam cobertas de jóias e pérolas e casacos de pele. Se bem que os vestidos usados por ela depois também eram luxuosos, mas, digamos, mais práticos do que os das grandes damas da sociedade a que as outras atrizes interpretavam em outros filmes contemporâneos. E dá para perceber que o  filme foi feito para que Greta Garbo fosse louvada. As outras personagens parecem somente povoar o cenário. 

A única parte do filme que eu realmente gostei foi o final, super comovente. Hari estava apaixonada por um oficial a quem ela havia sido encarregada de espionar, e essa paixão acabou por arruinar seu disfarce: o outro oficial, a quem ela também espionava, descobriu o romance e seu disfarce; sua morte foi o estopim para que Mata Hari, a famosa dançarina, fosse descoberta como espiã e sua frustrada tentativa de se desligar da espionagem a levou a ser presa. Seu amado havia se tornado cego após a mal-sucedida tentativa de retornar à sua base com as informações que ele precisava entregar. Ele fora poupado de saber que Hari havia sido presa (ela havia escrito a ele para dizer que havia sido internada em um hospital psiquiátrico após um surto) e que seria executada por traição. Quando ele entra em sua cela para consolá-la, enquanto o carcereiro e as freiras encarregadas dela fingem ser a equipe médica responsável pela sua falsa cirurgia, ali sim eu me senti atraída pelo filme. Foi emocionante, ainda mais pelo sofrimento da fala de Hari: "Quando, no futuro, ele tiver filhos e estes o perguntarem sobre Mata Hari, deixem que ele conte uma enorme mentira e seja feliz". Mas, como um todo, não consegui ser cativada pelo charme de Mata Hari. 

3 comentários:

Hugo disse...

Este clássico eu ainda não conferi.

Até mais

Fabiane Bastos disse...

Não agradou muito não Hugo, mas vale pela curiosidade.

Obrigada pela visita!!!

Anônimo disse...

Good day! This post could not be written any better!
Reading through this post reminds me of my previous room mate!
He always kept talking about this. I will forward this write-up to him.
Pretty sure he will have a good read. Many thanks for
sharing!

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