3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Como apagar uma cidade, em 3 passos

Fé cega! Isso sempre me assustou, afinal existe  de verdade e tem o bizarro potencial de criar seitas. Historicamente aprendemos que um bando de fanáticos em torno de um conjunto de regras ditadas por um suposto profeta, não acaba bem. Imagine então, se o pregador e seus seguidores forem todos crianças?

Tão fácil quanto sugestionar mentes em formação, é realizar um massacre com crianças. Afinal os pequenos são adoráveis, inofensivos e dependentes dos pais certo? Não em Gatlin cidadezinha rural perdida no meio de muitos, muitos acres de milharal. Depois de matar todos os adultos e cortar as comunicações as crianças tomam conta da cidade, e seguem uma estranha seita que tem como base sangue e milho. Embora nem todas concordem com isso.

Mas como assim? Ninguém sentiu falta de uma cidade inteira, ninguém passou por lá? Passaram sim, mas as seita requer sacrifícios constantes. Péssima notícia para Burt (Peter Horton) e Vicky (Linda "Sara Connor" Hamilton) que precisam passar pela cidade para chegar a sua nova casa. O casal é atraído feito João e Maria para a casa de doces, e como na fábula vão ter dificuldades se quiserem sair com vida.

Produzido nos adoravelmente insanos anos de 1980, os efeitos tem o toque da época. Não funcionam mais! Datados, ao invés de assustar provocam o medo. Mas estão apenas no clímax do longa. O terror jaz na tensão criada pela desorientação do casal durante toda a trama. Burt e Vick estão perdidos, e não apenas pela cidade estar deserta, como adultos tem menos atitude que a maioria das crianças em cena.


E por falar nas crianças.... Ah! os adoráveis anos 80, antes do politicamente correto alcançar o seu auge. Quando crianças podiam ser assustadoras além de maquiagem pálida e lentes de contato. O pregador Isaac Chroner (John Franklin) e seu imediato Malachai (Courtney Gains) são agressivos verbal, fisica e intelectualmente. Não dá para lembrar que são apenas crianças.

Também nessa época, crianças podiam enfrentar desafios maiores que elas (ao menos no cinema). Os pequenos Job (Robby Kiger) e Saraj (Anne Marie McEvoy), são o mais próximo de resistência que a cidade tem. E não exitam em ajudar os forasteiros e arriscar sua vida. Milharal em chamas, quem tem medo?
Outro ponto forte é a trilha sonora, que apesar de um pouco intrusiva é eficiente. Nem todo ator mirim é tão bom assim, e a música dá o tom macabro, que o elenco de apoio não tem.

Tudo isso somado à bem construída história de Stephen King, compensa os efeitos especiais que não resistiram ao tempo. Além de abafar o questionamento de como o governo ainda não mandou o FBI, CIA, exercito, os MIB, qualquer um, para investigar a ausência de notícias, impostos encomendas de correio compra de suprimentos, entre outras coisas por mais de três anos???

Pelo visto antes, da internet, GPS e celulares era fácil perder uma cidade!

0 comentários: