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domingo, 2 de junho de 2013

Ele escolheu ser o Superman!

A principal mensagem de O Gigante de Ferro é para não nos importarmos com que os idiotas dizem sobre nós. Afinal nós somos o que escolhemos ser, certo? E o nosso protagonista escolheu ser aquele que salva o mundo! Mas calma, estou me adiantando.

O garoto Hogarth Hughes vive em uma cidadezinha no interior dos EUA, nos anos de 1950.É filho de Annie, uma mãe solteira que trabalha muito para sustentar a família sozinha, por isso Hogarth passa muito tempo sozinho. Em uma de suas aventuras solitárias acaba encontrando um robô gigante. Com um galo na cabeça, o tal Gigante de Ferro não faz ideia de quem seja, de onde está ou porque chegou aqui. Logo Hogart o transforma em seu grande companheiro, ensina tudo o que sabe ao novo amigo, com a eventual ajuda do dono do ferro velho, Dean. Mas é claro, que o governo atrapalha a diversão. No auge da paranoia da Guerra Fria, envia a figura do obcecado General Rogard para investigar os boatos que agitam a cidadezinha.

O medo é que o Gigante seja um invasor alienígena, ou pior uma arma secreta de destruição de massa dos inimigos do outro lado do globo. Felizmente, o robô não faz ideia de quem seja, e o filme não está preocupado em explicar sua origem. O foco é apenas preservar tão magnífica e pacífica criatura.

Simples e inteligente, é difícil fugir do cliché e não dizer que "é uma aventura para todas as idades". Mas é! De verdade, afinal, tem muito longa por aí que ganha o título mas não chega nem perto de atingir tal feito. Bem humorado, cheio de ação,e claro, boas mensagens não é complicado para os pequenos, nem entediante para os adultos. Além de recheado referências que vão dos quadrinhos famosos e cults (Spirit!!!) a clássicos da ficção-cientifica. (quem encontrou os Ets de Guerra dos Mundos devidamente representados levanta a mão!)
A animação une com eficiência cenas feitas à mão com animação computadorizada. Usa uma paleta de cores menos vibrantes que o usual em filmes infantis, e em algumas cenas faz um interessante jogo de luz e sombras, quando seus personagens seguram lanternas por exemplo. Cria um visual próprio e mostra para as animações de hoje em dia que precisa uma overdose multicolorida, só porque é uma animação infantil.


O tom de aventura, lembra bastante os longas com crianças de Spilberg lançados dos anos de 1980, como ET e Os Goonies. Com personagens carismáticos e crianças aparentemente muito mais espertas que os adultos. 

São tantos atributos que fica difícil entender porque o filme não caiu nas graças do público (foi um fracasso de bilheteria, no brasil lançando diretamente em home-vídeo). Se você é o que escolhe ser, este longa escolheu ser ótimo. Eu, escolho ser fã da animação, provavelmente a melhor de ficção-científica que já vi!

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