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domingo, 23 de junho de 2013

Mas quando começa o exorcismo???

Enfim um filme realmente assustador em nosso mês do terror! E assim como em nossa lista o medo demora a dar as caras no longa de terror mais famoso do mundo.

Padre Damien Karras (Jason Miller) na verdade não é um exorcista, mesmo porque a atividade fora abandonada há muito pelos sacerdotes católicos. Mas ele é psiquiatra e antes de enfrentar o maior desafio de sua vida, ele tem sérios problemas para cuidar de sua mãe idosa. Entretanto antes disso somos apresentados ao padre Lankester Merrin (Max von Sydow), que tem alguma experiência no assunto e apesar da idade adora tropeçar por sítios arqueológicos.

E por falar no assunto, Regan MacNeil (Linda Blair) é aquela que vai precisar da ajuda dos padres. Sua "enfermidade" no entanto é lenta e gradual, possibilitando inúmeras tentativas de diagnóstico dos médicos dos anos de 1970. Entenda-se aí, estranhos equipamentos de tortura exame, muitas dúvidas, equívocos, e um certo preconceito por parte dos médicos em relação à psicologia e psiquiatria. Com tudo isso, passam se dois terços do filme antes de ser constatado, Regan está possuída!

E olha que a menina dá muitos sinais, palavreado baixo (sério que eles achavam baixo calão assustador?), mudança de personalidade, força incomum, alterações físicas, telecinese, voz alterada. É nos poderes da menina que está o ponto forte do filme, com os incríveis efeitos especiais. Que embora datados, ainda hoje esbanjam qualidade. É disso aliais, somado a maquiagem que a maioria das pessoas tem medo. A boa atuação do elenco também ajuda.

Feliz ou infelizmente (isso depende da fragilidade de seus nervos), o filme demora a dizer a que veio, logo o exorcismo em si é resolvido às pressas e deixa algumas pontas soltas. Desde a própria morte do demônio (sim, SPOILER, o filme é 1973 gente!), que apesar de ser uma entidade sem corpo e superpoderosa, morre quando seu hospedeiro é eliminado. Voltou para o inferno? Morreu? Encontrou outra alma para atormentar? Aliais se a pessoa possuída morre sinal que não houve exorcismo, e sim assassinato.

E por falar em assassinato, como a Sra. MacNeil (Ellen Burstyn) conseguiu escapar de 3 mortes misteriosas no quarto de sua filha. Sério que já que a atriz foi embora, o investigador vai dar o trabalho como encerrado? Regan saiu ilesa e sem lembranças? Mas ela não esteve consciente em vários momentos, principalmente no início. E também não me satisfaz a explicação do porque uma menina de 12 anos entre milhares de pessoas. A escolha por Regan apenas deixou seu opressor encurralado, não que ele parecesse querer sair da casa. O propósito era atormentar apenas aquele número de pessoas em particular? Prefiro vilões que pretendam dominar ou destruir o mundo.

Ok! Não dá muito para pensar em tanto detalhes enquanto você está apavorado vendo a garota vomitar sopa de ervilha e levitar. E talvez as questões estejam melhor desenvolvidas nos livros. Nesse caso, o filme não se sustenta sozinho, o que não é bom. Além de não sobreviver à uma análise mais lógica (ou de uma mente surtada cheia de referencias misturadas feito a minha). Mas quem quer achar lógica em possessões demoníacas???

Apesar das histórias paralelas, que desviam o foco e atrasam "o que realmente interessa", é difícil passar incólume pelo filme. E não ficar incomodada ao perceber que o ritual de exorcismo conhecido pelo sacerdotes não é lá dos mais eficientes. Não sei vocês mas durante a sessão eu me encontrei pensando: "Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica…"

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