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sábado, 22 de junho de 2013

Meu pior pesadelo

Então aparece na lista do Dvd, Sofá e Pipoca o nome do meu pior pesadelo em forma de filme: O exorcista (The exorcist, 1973). O filme até nem foi tão impressionante quanto eu imaginei que fosse, mas certamente foi traumático pra mim. Tanto que não tive coragem de rever o mesmo pra escrever este post. Vou escrever sobre o que me lembro do filme - e as lembranças não são boas. Mas, entendam. Sou uma pessoa que tem dois grandes vilões cinematográficos: a cara verde e coberta de cicatrizes de Linda Blair nesse filme e o brinquedo assassino de jardineira jeans Chuck. Não consigo ver imagens desses dois personagens sem ter pesadelos horríveis depois - e não tô exagerando.

Era uma casa, muito grande e bonita por fora. Mas lá dentro, em um dos quartos, estava um demônio. Possuindo o corpo de uma criança, uma menina de seus 8 anos se muito, ele iria aterrorizar a família dela, seus amigos e o resto do mundo ao ser exibido nas telonas (e telinhas) do mundo todo. O exorcista do filme é, na verdade, um aprendiz de exorcista: um padre que está começando na carreira e acompanha o exorcista mais velho e experiente para aprender o ofício. Manter a fé e a calma quando ele se manifesta é imprescindível. E olha que o demônio sabe como chamar a atenção...

São várias as cenas famosas da possessão na garota: ela descendo as escadas deitada, em um ângulo anormal; a voz modificada; a cama sacudindo alucinadamente; a cabeça sendo retorcida de forma não natural... Tudo muito impressionante e apavorante, ainda mais se você pensar que na época em que foi lançado, os efeitos visuais eram o suprassumo do momento. Hoje soam meio toscos, principalmente a maquiagem. Mas o clima é bem tenso. Aliás, talvez seja esse o trunfo do filme: manter a tensão do início ao fim fez dele memorável - para o bem e para o mal, no meu caso. Apesar de todos os esforços para a expulsão do demônio do corpo da menina, ele parecia ser bastante resistente às práticas exorcistas do padre. E as cenas vão ficando cada vez mais intensas, até o final clímax.

Pouco me lembro do enredo mesmo, e pesquisar na internet sobre o filme é quase suicídio pra mim - impossível que se fale dele sem que me depare com pelo menos umas 20 fotos do rosto maquiado e transfigurado de Linda Blair, o rosto que me apavora tanto. Talvez se eu revisse o filme esse medo passaria, mas não consigo. Faz parte da mágica de um clássico de terror ter pessoas que não conseguem olhar pros cartazes, que saem apavoradas no meio da exibição e gritam 'Nunca mais quero ver isso na vida!'. Faço parte desse grupo. Vi uma vez, e fiquei na dúvida entre achar meio tosco (já estávamos pra lá do ano 2000 quando tive coragem de ver) e ficar apavorada com os takes da cara de Linda totalmente coberta de cicatrizes. Possessão demoníaca e obsessão espiritual (como a que vimos em Poltergeist - o fenômeno na semana passada) são, talvez, as formas mais assustadoras de se fazer um filme de terror non-gore (gore é o estilo de terror com fotografia sombria e sangue e tripas para todos os lados) - até porque são a mistura certa entre fantasia e cruel realidade. 

Um filme de terror que apavorou tanto esta jovem blogueira que vos fala, a ponto de não deixá-la rever o mesmo pra conseguir postar. Tem que ter muita coragem pra encarar seu medo e vencê-lo, e como já vi o  filme uma vez, me considero (um pouco) corajosa. Se você nunca viu, ironicamente, eu recomendo que veja. Até pra decidir se eu sou exagerada ou se tenho razão.

2 comentários:

Hugo disse...

Mesmo quarenta anos depois, o filme continua assustador.

Clássico absoluto do terror.

Até mais

Geisy Almeida disse...

Concordo, Hugo! Passaram-se 40 anos e o filme não perdeu a sua aura assustadora; passar-se-ão outros 40 até que eu tenha coragem para ver de novo! rs

Obrigada pela visita, volte sempre! =D