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sábado, 13 de julho de 2013

Tenta ser épico, falha com estilo

Ó enfadonho longa de Michael Radford, tentas com tanto afinco ser um épico, mas falha veementemente em tal tarefa.  Como podes falhar com enredo tão interessante é difícil dizer? Por certo não é culpa de sua trama, habilmente enredada pelo bardo. Muito menos de seu elenco estelar que se esforça para parecer verossímil um modo tão antigo de falar.

Estas aí o problema mais evidente, um modo de falar nada convincente. Tais personagens declamam as frases como se estivessem no palco, o que para o expectador pode soar um tanto quanto falso. Principalmente aqueles que, como eu, conseguiu apenas uma cópia dublada. E olha que não sou daquelas que implica com a versão a brasileirada. Para mim soou cansativo e arrastado, por isso preciso perguntar aos meus colegas que conseguiram assisti-lo legendado: deu melhor resultado?

Seja qual for a resposta, contudo, a produção não posso culpar por errar em uma tarefa em que também acabei de falhar. Caramba é difícil escrever em "Shakesperês", então é melhor eu parar!

Brincadeiras à parte. Este é mesmo o grande problemas de O Mercador de Veneza. Bem produzido, o filme tem belas locações e figurinos. O elenco de grandes nomes também cumpre sua tarefa. Mas a transposição completa do texto de Shakespeare para a tela, causa estranhamento, soa artificial e cansativo, espantando o expectador.

O jovem Bassanio (Joseph Fiennes) e o mercador Antonio (Jeremy Irons) pegam um empréstimo com o judeu Shylock (Al Pacino), para poder cortejar a bela Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Mas o relacionamento entre cristãos e judeus na veneza do século XVI, não é das melhores. Judeus são excluídos e hostilizados pela religião que escolheram. Shylock aproveita a oportunidade para finalmente se vingar de um dos cristãos que cuspiram (literalmente) nele. Exigindo o pagamento da dívida, um pedaço da carne do mercador.

Qual é a dessas duas?
Soma-se aí, uma moça judia que quer casar com cristão. O difícil teste para merecer a mão de Portia. E o uma dupla de esposas cheias de artimanhas para descobrir a verdade sobre seus marido. Tornando tudo mais complexo e interessante. Como se as questões morais que a trama central levanta por conta própria não fossem o suficiente.

Uma adaptação fiel e bem feita, apesar do excesso de pompa que sua linguagem enfeitada carrega. Uma pena que por causa disso não vá agradar a maioria.

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