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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Profissionais


Leon (Reno) e Mathilda (Portman) durante o treinamento: dupla fatal
O profissional (Leon, 1994) tem o título no singular, mas deveria ser no plural. O time de atores é imbatível e nossa pequena notável da semana, Natalie Portman, simplesmente arrasa. Ainda novinha já mostrava que tinha um talento incrível: as cenas desse filme não eram nem um pouco fáceis, e ela foi simplesmente fantástica. Em dupla com Jean Reno e um ligeiramente exagerado Gary Oldman (que tem lugar cativo no meu coração), a pequena não fez feio. Uma história tocante, apesar de estarmos falando de um assassino profissional.

Stan (Oldman) e Mathilda (Portman)
Leon (Jean Reno, inspiradíssimo) é um assassino profissional de elite. Certeiro, frio, excelente. Perfeito. Um dia ele cruza o caminho com a vizinha, uma esperta garota de seus 12 anos que fumava escondida do pai. Ela pede para Leon não contar sobre isso à ele, pois seria mais uma encrenca para ela. Aí nós conhecemos o caótico lar da garota: um pai traficante ameaçado, uma madrasta prostituta, uma meio-irmã que não ligava à mínima pra ela e o pequeno anjinho da casa. No dia seguinte, enquanto a garota estava no mercado comprando coisas para ela e os dois litros de leite de Leon (tentando conquistar a confiança dele), ela volta pra casa e sua família está morta. Bem, na verdade, a família foi massacrada pelo psicopata em forma de policial Stan (Gary Oldman, meio tom acima porém ainda excelente). Sabendo que sua vida estava por um fio, Mathilda (Natalie Portman, um talento precoce absurdo) dirigiu-se diretamente para a porta do vizinho e rezou para que ele abrisse a porta. A partir do momento em que ele abre a porta, a vida dos dois nunca mais seria a mesma.

Não quero contar muito mais sobre o enredo. Ainda tem muita gente que não viu o filme (eu, por exemplo, nunca tinha visto até hoje - nem mesmo quando ele passava nos Corujões da vida) e eu não quero ser uma estraga-prazeres. O diretor fez uma excelente escolha de seus atores, principalmente ao escalar Reno e Portman para os papeis principais. O filme é baseado na sede de vingança de Mathilda, que deseja aprender como se tornar uma assassina e vingar a morte do irmão - ela sabia que o pai não era nenhum inocente, mas a morte do irmão foi demais pra ela. A maturidade da interpretação de Natalie impressiona e emociona. Reno foi magistral na composição de um Leon adulto e assassino profissional frio, mas que tinha sido abusado pela vida, refém de um coração partido. A forma gradativa como ele se abre à garota é sensacional, e nunca pesa pro piegas. A direção segura de Luc Besson, com alguns ângulos inusitados e jogos de luz interessantes (especialmente nas primeiras cenas, com Leon na ativa) amarram todos os pontos e fazem o filme "descer redondo". 

Leon (Reno) e sua vítima: perfeito
Com algumas cenas divertidas e outras até poéticas, essa história nos faz pensar no quanto amadurecemos e embrutecemos quando algo ruim acontece, e o quanto nós deixamos intocados no fundo de nossa almas porque tivemos que amadurecer e embrutecer. Uma ótima pedida, para qualquer dia. Obrigada aos nossos amigos de sofá, que me deram essa grata surpresa.

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