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sábado, 30 de novembro de 2013

Deu vontade de rever o remake!

Correndo o risco de soar repetitiva, o ritmo é outro. Os expectadores de 1969, quando Bravura Indômita foi lançando, estavam habituados a outro cinema, que como qualquer obra de arte muda, e evolui (espero), com o tempo. E nesses mais de 40 anos muita coisa mudou. Logo, não é de se admirar, que eu tenha ficado com vontade de assistir ao remake de 2010. O que só prova que a história é boa, independente da época em que é contada.

Mattie Ross (Kim Darby) é uma menina decidida e esforçada. Feliz ou infelizmente, ela não puxou ao pai, não tão esperto, ele acaba morto por um homem que ajudava. Buscando justiça a moça contrata o nada recomendado xerife Reuben J. "Rooster" Cogburn (John Wayne) para capturar o assassino de seu pai. É claro, que a garota bate o pé para acompanha-lo na missão em território indígena. Outro interessado no matador, e na recompensa por sua cabeça, é o sargento La Boeuf (Glen Campbell) que se une à dupla na jornada.

O problema é que esta jornada demora a ter início, e precisamos assistir Mattie rodar a cidade resolvendo problemas com o cadáver, seus pertences, seus contatos, e convencendo Cogburn em longos diálogos antes do filme realmente começar. Some-se se aí a compulsão da menina em dizer sem hesitar para qualquer um que passe, seu nome, de onde veio, para onde vai e porque. Nada esperto entregar o ouro de cara, mas para ela parece que funciona. 

E então a busca começa, e aí fica interessante. É verdade o ritmo oscilante, que alterna entre ação e longas pausas pode não agradar alguns. Entretanto em momento algum soa como um equívoco, é apenas, o estilo da época.

Me desculpem os fãs de Wayne, mas seu mal alado xerife Cogburn me parece inofensivo durante toda a proteção. Não que ele não possa derrubar seus adversários, mas em nenhum momento acredito que ele vá fazer mal, ou ainda deixar Mattie correr algum perigo. Ainda assim, a química de opostos entre os dois é interessante e funciona. Especialmente se você souber que Wayne detestava Darby e os dois não se falavam fora das câmeras.

E por falar em Darby, sua mocinha impetuosa com cabelo "joãozinho", soa mais como uma mocinha teimosa  e arrogante que como alguém com desejo de vingança. O figurino, ao estilo "Maria Von Trapp", não ajuda muito na hora de acreditar que essa menina não vai fazer apenas besteiras pelo caminho. 

O outro componente deste trio, La Boeuf,  poderia servir de contraponto à rudeza de Cogburn. Entretanto, como essa rudeza não é tão aparente, mesmo com o tapa-olho e a bebedeira, o sargento parece só estar lá porque precisavam fazer número.

Mas, não engane pelos parágrafos acima. A saga da mocinha determinada e do cavaleiro solitário é um tradicional enredo western bem executado e merece sua atenção. Contudo se você não é fã do estilo, melhor optar pelo remake.

2 comentários:

Marcelo keiser disse...

Sim, dá vontade em mim também (de vez em quando) em rever o remake. O seu não é um caso isolado! Gosto muito dos dois filmes, que possuem ritmos bem diferentes.

abraço

marcelokeiser.blogspot.com.br

Fabiane Bastos disse...

Honestamente, prefiro o remake. Mas é puramente questão de gosto!

Obrigada pela visita!