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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Coisa de macho

E aí? Vai encarar?
Pois é, e você aí achando que a vida é um bolinho. Não, pra ser homem, você tem que conquistar O álamo (The Alamo, 1960) aquela terra de ninguém desejada por dois países, onde os fracos não tem vez - êpa! esse é outro filme!

Acontece que não é qualquer um que pode, nem se quiser muito. O pobre tenente lá que o diga! Tem que ser aquele cara mais casca grossa - porém cavalheiro, romântico e idealista - que tem um grande propósito muito maior por baixo de toda a insolência e sarcasmo. Wayne é o cara perfeito para encarar o xerife bom de briga e de bom coração, o exemplo máximo de como um homem  deve se portar. E o filme gira em torno dessa figura clássica, mesmo tendo um pedaço da história americana contada com riqueza de detalhes. Todo mundo sabe que os americanos lutaram muito para dominar as terras dos mexicanos ao sul, e isso fez muito a fama dos caubóis e a figura dos homens feitos de aço. São longas 3 horas de filme, que se torna chato por não ter muito mais sobre o que se desenvolver e por relatar uma parte da história americana que faz sentido para eles, mas não para nós. 

Querendo ou não, somos latino americanos (sem dinheiro no bolso) e fomos todos dominados pelos Estados Unidos - talvez não tão literalmente quanto o México. então, fica meio estranho acompanhar uma história em que eles sambam na cara dos latinos descaradamente, falando "olha como com menos homens que vocês, fomos mais machos e conseguimos manter nossa posição". Ainda mais porque esses territórios são americanos até hoje. Enfim, um filme chato - e que não serviu para diminuir minha implicância com os faroestes. Tô começando a achar que Rastros de ódio é que é a minha exceção - e não o grandão Wayne.

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