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domingo, 12 de janeiro de 2014

Ah, os japoneses...

Sonhar não custa nada... Ou será que não é bem assim?

Paprika (Papurika, 2006) é provavelmente o filme mais louco que já vi na vida. E isso foi um tremendo elogio. Imagine poder entrar nos sonhos alheios e dali extrair informações que podem curar depressões, medos, inseguranças... Todo o tipo de má influência em nosso caráter poderia ser facilmente tratado se um sonho abrisse as portas que nós conscientemente bloqueamos. Absolutamente genial.

A tecnologia desenvolvida por Tokita (Toru Furuya) e usada pela doutora Chiba (Megumi Hayashibara) seria perfeita se não fosse um pequeno detalhe: alguém estava tentando sabotar o trabalho da dupla. O nível de traição foi tão longe que quem estava no comando conseguiu invadir até mesmo os sonhos do chefe deles, o doutor Shima (Katsunosuke Hori), quando ele ainda estava acordado. Desesperada para salvar seu chefe, Chiba tem que enfrentar o desconhecido nos sonhos alheios - uma atividade a qual ela estava acostumada, mas as circunstâncias agora eram muito perigosas.

Paprika é a persona da doutora Chiba nos sonhos de seus pacientes, e ela está preparada para buscar informações que os pacientes buscam escolher. Mas quem está controlando agora o sonho onde ela se meteu está preparado para não perder o poder que reger os sonhos alheios lhe garante. Então os riscos se multiplicam; todo o trabalho dos cientistas está por um fio, os sonhos se misturam com tanta facilidade que é difícil saber o que é sonho e o que é realidade, segredos escondidos e descobertos, os perigos dentro do sonho aumentam.

Não há como explicar mais sobre o filme sem contar toda a história, o que seria um pecado estragar tudo. O roteiro é simplesmente genial e original (se você tá pensando "ei, mas eu já vi isso de invadir sonhos alheios em Inception", saiba que essa animação japonesa foi realizada muito antes de Nolan lançar o longa com Leonardo di Caprio nos cinemas), numa linha narrativa linear não convencional surpreendentemente fácil de acompanhar - como se estivéssemos entendendo o sonho que alguém está os contando. As personagens são cativantes; as soluções visuais incríveis - e haja imaginação para tantos detalhes - e, graças à condição de animação, tudo parecia muito real.

Uma experiência divertida, assustadora em alguns momentos, única, que eu não teria descoberto se não fosse o blog. Uma pena que esse filme não tenha sido mais divulgado por aqui, mas ainda bem que pelo Dvd eu não deixei essa pérola passar em branco.

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