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sábado, 17 de maio de 2014

Devíamos ter desconfiado pelo subtítulo cafona!

Se fosse real talvez Charles Xavier teria notado os sinais, de que a terceira adaptação das aventuras de seus pupilos nos cinemas não se sairia bem. O Diretor dos dois primeiros longas, se debandou para outro filme de herói (O Supermam dele, também não foi bem). Seu substituto é um típico "diretor de aluguel", altamente manipulável pelos chefões do dinheiro. Halle Berry, Oscarizada (e com o fracasso de Mulher Gato nas costas), exigiu mais tempo de tela. Já Rebeca Romjin e James Marsden tiveram suas participações encurtadas por incompatibilidade de agendas. Haja adaptações e alterações no roteiro para compensar tudo isso.

Assim, a situação mutante parece estar bem, após o incidente do lago Alkali e o bate-papo com o presidente ao final de X-Men 2. Os moradores da mansão Xavier tentam lidar com a perda de um de seus colegas, e até há um mutante defendendo os direitos da minoria na política. Aparentemente a única ameaça é Magneto estar à solta. Eu disse aparentemente!

Os homo-sapiens, descobriram uma forma de "curar" o gene mutante. E Jean Grey (Fanke Jensen) retorna dos mortos para dar início à saga favorita de 12 entre 10 X-Fãs, a Fenix Negra. As peças estão dispostas no tabuleiro, infelizmente não houve quem soubesse movimentá-las. Assim temos os super-heróis menos previsíveis da história da literatura, nas situações mais clichês possíveis, intercaladas por cenas de ação e efeitos especiais às vezes sem muito propósito (sério que precisava daquela cena do cara emagrecendo para caber na arquibancada?).

Mutantes genéricos!
Toda a discussão da cura mutante, se resume a deixar Vampira (Anna Paquin) escolher por si mesma, e na investida de Magneto (Ian McKellen) contra ela. Nada discreto, o mutante que manipula metal, tem dezenas de mutantes com as mais variadas habilidades à disposição para sequestrar (e matar?) a fonte da cura, mas aparentemente o plano mais viável é o "ataque aberto" aos humanos. É claro, que isso coloca os pupilos de Xavier do outro lado da batalha, garantindo boas cenas de ação, com embate de super poderes cheios de efeitos especiais.

Com toda ação voltada à numerosa (mesmo!) população mutante que Magneto construiu, resta a Wolverine (Hugh Jackman) lidar quase que sozinho com o dilema da Fênix, entidade que toma conta de Jean Grey, sem grandes explicações para os leigos. E completamente divergente da forma como acontece nos quadrinhos. 

Por mais que o talentoso elenco se esforce (será por isso que Tempestade - Berry - mais parece um ciclone, com eternos voôs em espiral), e os efeitos especiais sejam bem feitos, não adianta se o roteiro falha. E X-Men 3, falhou ao apostar na megalomania. Um enorme número de mutantes genéricos em "idade de guerrear" disponível, tem até gente com poderes repetidos! Assim nem dá para sentir que são a minoria desfavorecida.

E falhou também na previsibilidade. Incluir o mesmo "plano de luta" no início e no fim do filme. Refazer em posições trocadas, o primeiro encontro de Jean e Logan. Incluir o Anjo no incio da trama, sumir com ele, para estrategicamente trazê-lo de volta para resgatar o pai anti-mutantes. O velho poderia ser morto de qualquer forma, mas convenientemente os mutantes do mal resolveram atirá-lo do telhado. Eficiente se você quer mostrar alguém voando em tela, clichê melancólico em todos os outros aspectos.

Elenco afinado, argumentos corretos, bons efeitos especiais. Até o cabelo da Halle Berry, não está tão ruim. X-Men - O Confronto Final tinha tudo para dar certo. Mas, não deu! Desvíamos ter desconfiado pelo titulo nacional para lá de cafona.


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