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sábado, 10 de maio de 2014

Equipe Mutante em ação

Minha cena favorita de toda a franquia cinematográfica dos X-Men está neste longa. Trata-se da invasão à mansão Xavier, que além de colocar vários mutantes coadjuvantes em ação, dá o tom de perigo em que questa minoria vive. E, para completar, termina uma cena do longa original, quando em uma conversa o Professor Xavier (Patrick Stewart) afirma para Magneto (Ian McKellen): Tenho pena daquele que tentar invadir aquela mansão! - Xavier sabia muito bem do que estava falando. Afinal, para um bando de militares que invadia uma casa cheia de crianças, eles não tiveram um resultado espetacular, não é mesmo!



Partindo do ponto em que deixou a trama em X-Men: O Filme,  a segunda aventura dos mutantes da Marvel nos cinema traz de volta, a busca de Wolverine (Hugh Jackman) por seu passado, e a disputa política que se tornou a "situação mutante". Mas, é apos um atentado à vida do Presidente (apresentado naquela que é provavelmente a melhor sequencia de abertura em um filme de super-heróis), que general William Striker (Brian Cox)ganha carta branca para proteger os humanos da ameaça mutante em potencial. É aí que entra minha cena favorita, também conhecida como grande ataque cruel à criancinhas, só superado pelo surto de Anakin no Templo Jedi, em a Vingança do Sith. Sorte que uma dessas criancinhas era o Colossus e sua babá o Wolverine.


X-Men 2 continua sendo um filme de super-heróis sério, ou para adultos. O que não significa de forma alguma que não seja divertido. Mas, que não tem medo de subverter as normas, usar metáforas e tratar de assuntos sérios. Assim temos uma cena onde um dos pupilos de Xavier revela aos pais que é mutante, especialmente planejada para lembrar uma "saída do armário". Mutantes sendo escravizados (quimicamente), pela causa humana. E ambas as raças(?) tentando cometer genocídio contra a outra.

E já que a ameaça é tão grande, coloca os outrora vilões no mesmo barco x-jato que nossos heróis. Sem ignorar a tensão existente entre as partes. É simples, mas pontual a cena em que Vampira (Anna Paquin, que já não parecia mais uma adolescente) ameaça usar seus poderes contra Magneto e Mística (Rebeca Rominjin), afinal eles tentaram matá-la no filme anterior e ainda acham graça disso.

E por falar em poderes, novos mutantes são apresentados, ou promovidos. E seus poderes nunca usados em prol apenas do espetáculo de efeitos especiais. Assim Vampira e Jean (Fanke Jensen) ainda precisam se controlar, enquanto Bob (Shawn Ashmore) usa seus poderes para tarefas do dia-a-dia, simplesmente porque se você tivesse poderes você realmente usaria assim. Mas o destaque mesmo fica para Noturno (Alam Cumming) que protagoniza a ótima sequencia de abertura já mencionada neste post. Um religioso, com aparência demoníaca e voz suave. Afinal, nada é o que parece!

O elenco é enorme, e grande parte da ação é centrada em Wolverine (afinal ele é um dos mais populares nos quadrinhos, e o carisma de Jackman ajuda ainda mais), mas há espaço para todos e não há "mutantes sobrando". Todos tem sua função no roteiro, que se apropriou de pelo menos três histórias dos quadrinhos. Uma delas apenas como preparação e gancho para uma terceira aventura.

Terceira aventura pela qual os expectadores saiam da sala implorando em 2003. Ávidos por mais aventuras da Equipe Mutante em ação, com seus poderes e usos inteligentes para eles (a fuga de Magneto é uma sacada genial!). Em 2006, essa aventura chegou, mas isso é assunto para a resenha da semana que vem.


Então, não deixe de acompanhar nosso Mês Mutante.

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