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sábado, 14 de junho de 2014

Fuga para o Empate

É! Eu dei spoiler do filme do Pelé no título do post. Mas, convenhamos, o filme é de 1981, e o empate não é nem 0x0, então eu não estraguei nada das emoções do jogo. Afinal a partida de futebol é o clímax e a parte mais divertida de Fuga para Vitória, o mais improvável e desconhecido filme do Pelé! E do Stalone, e do Michael Cane e do Max Von Sydow.

Na verdade a estrela do longa é o Silvester Stalone que vive Hatch, um americano prisioneiro de guerra dos nazistas em plena 2ª GM. Ele vive apenas para tentar escapar, mas nunca é bem sucedido e quando finalmente encontra o plano infalível, é atrapalhado por um jogo de futebol. O major Karl von Steiner (Max Von Sydow, um dos padres de O Exorcista) é fã de futebol e fica entusiasmado ao reconhecer um famoso jogador britânico entre os prisioneiros. Logo, tem a brilhante ideia de armar um jogo entre um time alemão, e um grupo de prisioneiros comandados pelo capitão John Colby (Michael Caine).

- No futebol de verdade só pode colocar a mão na bola se
for o goleiro, entende?
- Então eu vou ser o goleiro!
Enquanto os nazistas vêem o jogo como uma grande oportunidade de propaganda política e o transformam em um grande evento em Paris. Os prisioneiros vêem a partida como uma chance de fugir, é aí que o americano que não sabe nada de "soccer", entra para o time, que tem entre outras estrelas do futebol mundial da época, Pelé!

Por mais absurdo que pareça o roteiro tem inspiração em eventos reais, mas é infinitamente mais leve do que o que realmente deve ter acontecido. Ou mesmo que qualquer outro filme sobre a 2ª GM, que você ja tenha visto. Vale lembrar que se passa em um campo de prisioneiros de guerra e não nos campos de concentração de judeus, logo estes presos tinham mais "regalias". O que na versão do filme inclui equipamento improvisado para falsificar documentos e até criar um manequim com a cara do Silvester Stalone.


Mesmo assim, se você estiver disposto ainda é possível discutir história mundial, e o uso de esportes como propaganda política e alienação. Os menos engajados, podem apenas curtir, dois elaborados planos de fuga (desperdiçados diga-se de passagem) e uma interessante partida de futebol, com lances coreografados por Pelé. O craque nacional, aliais, nem está tão ruim na atuação, mesmo porque o roteiro simplório não deixa nem Caine e Von Sydow fazer muito com suas performances. Já Stalone, é Stalone, e ponto.

Óbvio, simples e direto ao ponto. Esta pérola dos filmes de futebol não é ótimo, mas também não é uma perda de tempo. Vale pelo final estilo "sempre há pelo que lutar/jogar", seguido de final feliz, apesar do empate. Mas, principalmente pela inusitada união de astros dos anos 80 das telas e dos campos em um filme sobre nazismo.

P.S. (com SPOILERS): Final feliz, quase para todos!Coitado do goleiro que teve o braço quebrado para dar a vaga à Stalone, e deve estar preso no campo alemão até hoje!

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