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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ah, o amor...


Solteirona e lunática, é esse o subtítulo do diário que uma tal Bridget Jones escreveu. Bem. Devo dizer que "solteirona" tem outro significado pra mim - porque ser disputada por um chefe gato e um príncipe encantado moderno me parece uma agitação bastante anormal na vida de uma solteirona.

O diário de Bridget Jones (Bridget Jones' diary, 2001) é um relato divertidíssimo da vida de uma não muito afortunada inglesa: recém-chegada aos 30 e que ainda não estava casada - e por isso tinha que aguentar todo tipo de piadinha sem graça e pessoas tentando desencalhá-la, presa em um emprego nada desafiador, ligeiramente acima do peso. Essa mulher tem até mais do que a maioria das pessoas poderia querer, afinal não é todo mundo que mora em Londres, tem um emprego estável, amigos que são pau-pra-toda-obra e a chance de poder afogar as mágoas de um coração partido com um fim de semana em Paris.

Acontece que Bridget tá naquele momento em que todos nós passamos um dia, o de querer provar pra nós mesmos que a gente pode, sim, escrever o próprio destino. E é depois de mais um terrível fim de ano sozinha, depois de um terrível Natal na casa dos pais, que Bridget (Reneé Zelwegger, ótima) resolve que pode. 

Pode tudo, pode qualquer coisa.Pode até ser cantada pelo chefe Daniel Cleaver (Hugh Grant, mais charmoso que nunca) e levar adiante a paquera. Ela pode até aguentar uma separação dos pais, duas figuras adoráveis. O que ela não pode aguentar é o tal do Mark Darcy (Colin Firth, onde acha um Darcy desse pra comprar?), que a mãe e a tia tentaram empurrar pra cma dela no Natal, mas que é um sujeitinho arrogante e insuportável. Ou não é bem assim?

É divertido demais acompanhar os tropeços de Bridget tentando ser apenas alguém cool. Sério, são tantas situações constrangedoras que acontecem à pobre que dá até pena, mas eu sinto mesmo é orgulho de Bridget. Não são os micos (que são muitos!) nem as adversidades (que também não são poucas) que a fazem desistir. O elenco é afinadíssimo, não tem nenhum ator querendo aparecer mais que o outro e todos conseguem brilhar. A trilha sonora é deliciosa, e combina perfeitamente com o clima do filme. Um filme despretensioso e gostoso de ver, que eu revejo de tempos em tempos e sempre me divirto, seja no dvd em uma tarde chuvosa ou quando tá passando na tv.

1 comentários:

Valdeir Vieira disse...

Excelente parabéns!

http://www.valdeirvieira.com/singular-meier/