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sábado, 22 de novembro de 2014

Querido diário cinéfilo...

"Querido leitor, eis minhas resoluções para o post a seguir:
1 - Evitar comparações óbvias do filme com Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Afinal, a autora do livro do qual o longa que estamos assistimos foi adaptado, assumidamente copiou apenas as personalidades dos pretendentes de Elizabeth, além do nome de um deles. De fato, as protagonistas de ambas as obras não poderiam ter personalidades mais opostas. Embora por outro ponto de vista, tanto "Lizzie" (sente a intimidade!), quanto Bridget, sejam reflexos de seu tempo. No caso da personagem vivida por Renée Zellweger, é um exemplo perfeito (mesmo que caricato) de sua geração, e....PARA, PARA, PARA!!!
Como assim, eu já quebrei a minha primeira resolução? M#$§!!!! Melhor seguir em frente, próxima resolução.

2- Parar de tentar impor regras à minha escrita, para sempre! E SEMPRE!!! A não ser é claro, em ocasiões especiais...."

....como tentar imitar a forma de Bridget nos comunicar tudo que sente e pensa. Ou seja, divagando e principalmente discutindo calorosamente consigo mesma através de seu diário. Afinal, o título do filme é O Diário de Bridget Jones.

Com a chegada de um novo ano, a trintona Bridget Jones (Renée Zellweger, calando a boca de quem reclamou por ela não ser britânica) decide dar uma guinada em sua vida. Cria metas, e mantém um diário para registrar sua evolução naquele ano. Emagrecer, arrumar um emprego melhor, parar de perder tempo com homens que não a valorizam e arrumar um namorado decente.


É claro, não demora muito para quebrar aquela que provavelmente é a regra que mais faria bem para sua persona, evitar mulherengos. Fazer o quem, "o mulherengo mor" é seu chefe. Charmoso, bonitão e cheio de lábia Daniel Cleaver (Hugh Grant, na época surpreendendo ao abandonar seus papéis de "bom moço"), surpreendentemente se interessa por Bridget.

Ao mesmo tempo a moça conhece, o insuportável pretendente empurrado pela mãe da vez, que aparentemente não poderia ser mais inapropriado para ela, Mark Darcy (Colin Firth, que sim, é perfeito para o papel, mas é a escalação perfeita muito mais pela piada interna. Ele também viveu Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito, que inspirou o homônimo de Bridget.)

Se você já assistiu a alguma comédia romântica na vida, sabe que provavelmente tudo vai dar errado. E a mocinha vai ter altos e baixo antes de acertar. Assim Bridget faz um papelão em sua estréia na TV, mesmo assim vira uma estrela do jornalismo. Encara a solidão com direito à trilha de fossa. Mais tarde tem homens brigando por ela, devidamente pontuada por "It's Raining Men! Aleluia!".
Amigos trols, você provavelmente tem, já teve ou terá um dia!
Cantar música de fossa, quem nunca? Ter pretendentes disputando sua mão, não acontece tanto, mas que mulher nunca sonhou com isso? É com a simplicidade dos desejos e experiencias do dia-a-dia, que a protagonista agrada. Mesmo quando erra espetacularmente. A sensação é sempre de que poderia acontecer com você.

Se ganha o público feminino por pura identificação. Os demais, são cativados pelo tradicional humor britânico, pontuado por um roteiro bem distribuído e executado. É divertido, e pronto!

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