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sábado, 29 de novembro de 2014

In Brian we trust!!!

Pobre Brian, pobre mesmo, não é metáfora. Nasceu em estábulo, seu primeiro leito uma manjedoura, e quando pareceu que ele ganharia ouro, incenso e mirra para melhorar a situação, ele havia apenas sido confundido com um aquele outro judeu.

Já adulto as coisas não melhoram muito para Brian, mas ele bem que tenta se une ao People's Front of Judea (não confundir com Judean People's Front), para ajudar a libertar seu povo do domínio Romano. Fugindo da guarda romana, finge ser um pregador e é oficialmente confundido com o messias. Arrebanhando uma multidão que o segue cegamente, mas convenientemente desaparece quando Brian entra em apuros de verdade. Mas, tudo bem, mesmo com uma vida cheia de infelicidade ele acaba descobrindo (na marra), que a única opção é sempre olhar o lado bom da vida.

Uma história contínua, com situações episódicas, esta sátira aos tempos de Jesus Cristo. Entretanto, mesmo paralela à história do verdadeiro messias, o Brian não encontra tanto com o seu "colega de aniversário", quanto a balburdia e acusações de blasfêmia relacionadas ao filme indicam.
Sandálias da humildade? Que nada,tá mais para Cinderela mesmo!
De fato o humor inteligente dos Monty Python, apenas usam a época e a situação como pano de fundo para abordar zoar situações encontradas na sociedade até hoje. Aparentemente as pessoas e muito de seus problemas são os mesmos há 2000 anos. 

E por falar em mesmas pessoas os membros do grupo se revezam em mais de 40 papéis. Eles são todo mundo, sempre as mesmas pessoas. Um trabalho de coordenação de cena complicado embora já comum nas produções do grupo, que tem como bônus confundir mais um pouquinho o expectador, que tem que estar atento ao troca-troca de lados da disputa.

Voltando aos problemas, coloque aí a falta de conhecimento real das causas que defendemos, o excesso de discussão e a falta de ação e a perigosa fé cega (ok, essa sim pode irritar alguns religiosos, mas nem por isso deixa de ser verdadeira). Tudo isso apresentada na forma das situações mais irônicas e sem sentido possíveis, típicas do humor britânico. Como a do soldado que corrige o latim de Brian em uma pichação à um monumento, aplicando o tradicional castigo de repetir a frase 100 vezes, mesmo esta sendo uma afronta ao Império Romano.

Diferente de Monty Python em busca do Cálice Sagrado, que traz mudanças criativas para atender ao orçamento (não tinha grana para contratar cavalos). Aqui, apesar dos problemas, eles conseguiram com a verba de um Beatle (entenda aqui) recriar de forma respeitosa a judéia de 2000 anos atrás. A menos é claro, em detalhes em que eles não quiseram!

Polêmico, inteligente, nonsense, absurdamente divertido e em alguns momentos até bobo. A Vida de Brian, é tudo menos entretenimento barato. Com um humor, que não se faz mais tão bem hoje em dia, mas ainda sim influencia muita gente. Sim, o pobre Brian morreu na cruz (olha o Spoiler, 1979, gente!), vendo o lado bom da vida, não para nos salvar, mas para nos fazer pensar enquanto nos diverte, e muito!

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