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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Divertida Mente

DivertidaMente (Inside out, 2015) é mais do que parece ser. E com certeza é um filme que vai falar muito aos pequenos, que ainda não conseguem decifrar direito as coisas que acontecem com eles enquanto estão crescendo. E também vai falar aos pais, para ficarem mais atentos aos filhos e às dificuldades deles em lidar com a vida - já que eles são bem mais sensíveis e menos hábeis em lidar com mudanças.

Riley é uma menina de 12 anos que vive muito feliz em Minnesotta: lá ela tem seus amigos da escola e do hóquei, tem seu quarto maravilhoso em uma casa maravilhosa, tem os fibais de semana mais legais com os melhores pais do mundo. Em sua cabeça, as cinco emoções que controlam tudo são apaixonados por essa garotinha. Alegria (Amy Pohler/Miá Melo) é quem comanda tudo na torre de controle e mantendo o funcionamento perfeito das ilhas de personalidade de Riley: bobeira, hóquei, amizade, honestidade e família. Cada ação do dia gera ou ativa uma memória que alimenta essas ilhas. Mas Alegria não está sozinha, ela tem a ajuda e companhia de Tristeza (Philis Smith/Katiúscia Canoro), Nojinho (Mindy Kailyn/Dani Calabresa), Raiva (Lewis Black/Leo Jaime) e Medo (Bill Hader/Otaviano Costa) para comandar as reações e ações da garota, de acordo com a situação. Tudo corria bem, até a família precisar se mudar.

Ir para outro estado, outra escola, os pais preocupados com o caminhão de mudança perdido e o trabalho requisitando o pai mais do que antes, as coisas começaram a se complicar. Alegria não sabia como reagir e ajudar Riley, então Tristeza tentou ajudar também - mas cada vez que tocava uma memória, ela se tornava triste e fazia com que a garota ficasse triste também. Enquanto as duas tentavam cuidar das memórias base, que mantinham as ilhas funcionando, elas acidentalmente caem no tubo que leva ao labirinto de memórias. As ilhas de personalidade ficam desestabilizadas e com Raiva, Nojinho e Medo no comando das ações de Riley, tudo caminha para o desastre. Sabendo que precisam voltar para lá o quanto antes, começa jornada de Alegria e Tristeza para voltar à sala de controle e consertar tudo.

O roteiro é tão bem amarradinho e as soluções visuais para as emoções e as conexões cerebrais são tão divertidas e geniais que o filme prende a atenção dos espectadores, de qualquer idade, do início ao fim. O tema não é fácil, falar sobre emoções é difícil em qualquer esfera. Por isso o longa cumpre brilhantemente seu papel em mostrar tanto aos pais quanto às crianças as dificuldades que um e outro tem em expressá-las e lidar com elas. De forma divertida e emocionante somos encorajados a olhar com mais atenção para nossos próprios sentimentos, a compreender melhor como reagimos às situações.

O elenco de comediantes da versão original conta com nomes de peso do cenário americano, e aqui também foram escalados comediantes para a dublagem do longa. Em um roteiro tão cheio de nuances em cada linha, faltou um pouco de experiência ao elenco brasileiro. Nada que atrapalhe o  andamento do filme ou a experiência em si, mas fica a sensação de que podia ser melhor em algumas partes (pra combinar com o que a gente vê acontecer na tela). Pode ser preciosismo meu, e provavelmente é.

Não deixe de assistir essa pérola que a Disney trouxe para as telonas em 2015. Sair do cinema rindo das piadas geniais do filme e com o coração leve pela certeza de que, no fim, tudo dá certo, com certeza valem o ingresso e a pipoca.

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