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domingo, 25 de outubro de 2015

Esperando o Phil parar de olhar para a própria sombra!

E não. Não estou falando do Punxsutawney Phil (ou Phil de Punxsutawney), a marmota estrela do interior que prevê o tempo. Me refiro à Phil Connors (Bill Murray) o "moço do tempo", ranzinza e arrogante, cuja escalação pela quarta vez consecutiva para cobrir o Dia Marmota, só agrava sua personalidade nada agradável.
Phil e Phil dividindo uma cena épica!!!
Sem opção, o mala sem alça vai para a cidadezinha Punxsutawney acompanhado da produtora Rita Hanson (Andie MacDowell) e do câmera Larry (Chris Elliott), espalhar seu mau-humor sobre os irritantemente contentes nativos. - Admito que concordo com o protagonista ranzinza sobre o equívoco desta tradição. Extremamente comercial, e nem sequer realizada direito: é sério que os responsáveis pelo ritual fingem ouvir a marmota? Deixa o bichinho andar e tentar ver sua sombra! - (entenda a tradição do dia da marmota neste post) - De volta ao filme...

Se você é um personagem ranzinza e chega ao auge do mau comportamento em uma comédia cinematográfica, esteja avisado: o universo vai tentar te ensinar uma lição. Phil por exemplo fica preso eternamente no tão odiado dia 02 de Fevereiro. Após a confusão e choque inicial, Phil tenta entender o que está acontecendo, tenta pedir ajuda, aproveitar de alguma forma a "vantagem", pedir ajuda, sequestrar a marmota, se matar. É claro, que nada funciona!

Aparentemente é preciso décadas de repetição para uma lição ser bem aplicada. Sim, você já deve ter descoberto (ou viu o filme, pois é de 1993), o protagonista só se livra da maldição quando aprende a ser uma pessoa melhor. Sem segundas intenções ou interesses, apenas porque ele é capaz, e esta parece ser a melhor maneira de gastar um dia. Inclua aqui uma conquista romântica à jornada. Amar alguém além de si mesmo, e admitir isso, também é um passo importante para Phil!


Dieta pra que? Amanhã nada disso terá acontecido mesmo!
Uma comédia simples e despretensiosa, mas cheia de boas mensagens. Chega até soar como redundância, ou lugar comum apontar o roteiro sem pontas soltas, e a incrível montagem que consegue passar a sensação de décadas, repetindo situações sem nunca ficar arrastado ou chato. Ou mesmo dizer, que é o papel feito para o Bill Murray e apenas ele. 

Logo vou parar por aqui. Somando minha voz à maioria, que coloca esta comédia entre os clássicos tanto da comédia, quanto de filmes com problemas temporais em seu cerne. Quem diria que passar anos, esperando alguém parar de olhar para a própria sobra e descobrir as qualidade do mundo a sua volta seria tão divertido?!?

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