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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Tela morna

Por muito tempo eu me esquivei de O último dos moicanos (The Last of the Mohicans, 1992) por não entender do que se tratava. Eu pré-julguei que seria tipo um faroeste, onde o homem branco exterminaria toda uma raça indígena por causa de sua ganância. Não é bem assim. Outra coisa que me incomodava era o fato de o último moicano ser um homem branco de olhos azuis. Bem... Também não é nada disso.


Contando uma parte da história da colonização americana, o longa foca na existência de um reduzido grupo indígena, os moicanos, em meio ao fogo cruzado entre franceses e ingleses na disputa pelas terras estrangeiras. Enquanto algumas tribos escolhem a qual lado se associam, os dois últimos moicanos sobrevivem com a ajuda de Hawkeye (Daniel Day-Lewis), o Longa Carabina. Adotado quando criança por Chingachgook (Russell Means) e Uncas (Eric Schweig), filho legítimo deste, se identifica e se comporta como um índio, apesar de ser branco.

Ao verem a vila onde obtinham abrigo ser dizimada por índios, associados aos franceses, em retaliação à união deles aos ingleses, os três se juntam aos homens sobreviventes e resolvem se vingar.

Mas agora a base inglesa está cercada pelos franceses e pelos outros índios, o que leva o coronel Edmund Munro (Maurice Roëves) a confiar suas duas filhas, Cora (Madeleine Stowe) e Alice (Jodhi May), aos moicanos para que tenham alguma chance de escapar ao iminente massacre. O jovem capitão Heyward (Steven Waddington), apaixonado pretendente de Cora, sente ciúmes e decide acompanhar - mesmo a contragosto - o grupo.

O que eles não contavam era com a perseguição pessoal de Magwua (Wes Studi). Guerreiro temeroso, buscava vingança aos seus familiares mortos por oficiais ingleses e alimentava um ódio mortal a Longa Carabina. Queria seu escalpo a qualquer custo, e seria capaz de trair seu acordo com os franceses em busca de vingança pessoal.

Tendo um grupo reduzido à sua frente e três alvos que ele queria com avidez nele, Magwua se lança à sua vingança pessoal e interfere nos destinos de todos os envolvidos.

Algumas das cenas de luta, especialmente as da tribo de Magwua, são bastante violentas e podem assustar aos espectadores mais desatentos. O ritmo lento em que o filme se desenrola às vezes é cansativo, mas é justamente aí que entra o próximo movimentoda estória. A produção é ótima e grandiosa, como Hollywood gosta de fazer para homenagear a história americana, mas não chega a ser atraente aos que não gostam do tema.

Explico. Se você não curte história, especialmente a de colonização americana, não vai encontrar atrativos para o filme. Se você curte batalhas grandiosas, também não vai se empolgar muito. Talvez eu tenha assistido ao filme na época errada, em que já vi muitas outras cenas de guerra mais empolgantes. Mas a verdade é que, para mim, o filme é apenas interessante - e não marcante, ou empolgante. Fora os desempenhos de Lewis e Wes Studi, todos os outros são bem mais ou menos. No fim, o resultado é morno. Uma boa pedida para um domingo preguiçoso, se o filme estiver passando na tv.

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