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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Deadpool

Então é chegada a hora de começar a maratona de filmes de super-heróis que 2016 resolveu presentear aos fãs do gênero. E a jogada inicial ficou com Deadpool (Deadpool, 2016), um falastrão boca-suja que é, na verdade, um anti-herói. A estratégia de marketing do longa captou bem o espírito do personagem, e devo adiantar que os fãs não ficarão decepcionados.


O filme, digo, a zoeira começa já nos créditos iniciais. Contado a partir de uma cena de ação espetacular em super câmera lenta - com direito a narração interativa e comentada do próprio protagonista, o longa destrincha a vida de Deadpool desde quando Wade Wilson (Ryan Reynolds, redimindo-se completamente de seus heróis anteriores) era só um mercenário qualquer, interessado apenas em mulheres, dinheiro e bebida, e foca principamente no fato que mudou sua vida: conhecer Vanessa (Morena Baccarin, em química perfeita com Reynolds).

Tão desbocada, mercenária e falastrona quanto ele, a dupla segue feliz (e disputando quem tem uma estória de vida mais deprimente, o que é hilário) até o momento mais difícil pelo qual o casal passa. Wade descobre que tem câncer e que ele está espalhado pelo corpo. Ciente de que seu sofrimento não deveria ser parte da vida de Vanessa, ele tenta se afastar dela (mas o amor não deixa - sorry, a piada foi irresistível). Até que uma proposta indecente chega até ele: um homem oferece a oportunidade da cura, além de uma carga extra nas suas já fabulosas habilidades.

Wade acaba aceitando aquele estranho convite, mas o tiro sai pela culatra. Descobrimos que ele tem um gene mutante adormecido e que todo o doloroso procedimento a que ele passará será para ativar esse gene - o que explica aos não-iniciados a aparição de Colossus (Andre Tricotou), Negasonic Teenager Warhead (Brianna Hildebrand) e a mansão Xavier nas cenas anteriores. É ali que compreendemos como e porquê nasce a "busca implacável" (oops! I did it again...) de Wade ao vilão Ajax (Ed Skrein) e sua parceira Angel (Gina Carano).

Recheado de piadas grosseiras e outras muito divertidas, muito sangue e miolos espalhados para todo lado, Deadpool tem de tudo para agradar aos fãs do personagem - inclusive tem a já tradicional aparição-relâmpago de Stan Lee. Os não-fãs também ficarão satisfeitos com a gênesis do personagem, e muitos serão fisgados pelo humor ácido e a pontaria certeira do herói - melhor, do anti-herói. As cenas de ação são perfeitamente coreografadas, muitos efeitos especiais bem feitos um elenco defendendo seus personagens com muita determinação, principalmente Reynolds. E, como de costume, não saia da sala antes dos créditos terminarem!

1 comentários:

Eduardo Lopes disse...

Uma das mais bacanas produções do segmento e bastante fiel ao universo hq.