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quarta-feira, 18 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse


Terceiro filme da nova fase dos Mutantes nas telonas, X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse, 2016) segue a linha do antecessor, Dias de um futuro esquecido (2015). Com mais estória e menos ação (como o trailer nos leva a crer), o longa começa mostrando o Egito antigo, onde humanos veneravam um deus vivo (a antiga noção do faraó) e se preparavam para mais uma homenagem a ele. En Sabah Nur está velho e precisa trocar sua consciência para outro corpo - seus fiéis ajudantes, quatro no total, encontraram um mutante com habilidades regenerativas (interpretado por Oscar Isaac, de Star Wars - O despertar da Força): assim, seu mestre ficaria menos exposto à morte. Durante a transferência de poder, porém, o mutante é traído: guerreiros humanos tramam para a morte e desaparecimento do mutante superpoderoso, mas seus ajudantes conseguem mantê-lo vivo - embora agora sua história e seu novo corpo estejam soterrados sob toneladas de pedra e areia de sua magnífica pirâmide.

Eric (Fassbender): Magneto tenta se misturar, mas a paz não dura muito
Dando um salto na História, vemos os mutantes lidando com as consequências do último ato de Magneto (Michael Fassbender): há uma nova aura sobre os mutantes, uma espécie de respeito vindo pelos humanos que reconheceram a importância de Mística (Jennifer Lawrence) ao defender a humanidade naquela circunstância, e uma verdadeira devoção dos novos mutantes para a metamorfa. Tentando dar uma nova chance à paz, Magneto, vivendo sob um falso nome, trabalha em uma mineradora em sua terra natal. Vive modestamente e criou uma nova família, com mulher e filha. Mística voltou a usar seu poder para não andar azul por aí, mas não mais por não ter orgulho de ser mutante: apenas para continuar sua luta para libertar os mutantes da dominação humana. Como muitos ainda são tratados como animais de circo, Mística continua a libertá-los - o que aumenta ainda mais sua admiração por ela. É assim que ela recolhe Noturno/Kurt Wagner (Kodi Smith-McPhee) de uma luta mortal contra Anjo (Ben Hardy). 

Jean (Turner), Noturno (Smith-McPhee) e Summers (Sheridan): aprendendo na prática
Enquanto isso, Xavier (James McAvoy) recebe um novo aluno em sua Escola para Superdotados: Scott Summers (Tye Sheridan), irmão do ex-X-Man Destrutor/Alex Summers (Lucas Till), descobre de maneira desagradável que também tem um poder tão destruidor quanto o irmão mais velho (uma das diferenças para os quadrinhos). Lá ele conhece Jean Grey (Sophie Turner, a Sansa de Game of Thrones), Fera (Nicholas Hoult), Jubileu (Lana Condor) e tenta se adaptar à sua nova condição. Do outro lado do mundo, Moira McTargett (Rose Byrne) segue as pistas de uma seita que costumava cultuar En Sabah Nur e acaba acidentalmente completando o processo de transferência: o despertar do mutante causa um enorme tremor, sentido em várias partes do mundo. Na mineradora onde Magneto trabalha, este tremor quase causa um acidente fatal - mas ele impede que uma caldeira cheia de metal derretido caia sobre um de seus amigos e se expõe. Perseguido internacionalmente, ele sabe que precisa fugir dali antes que seja tarde demais.

En Sabah Nur (Isaac): recrutando mutantes para a limpeza do mundo
O tremor também causou instabilidade em outra mutante, Jean. Perseguida por um sonho onde o fim do mundo era feito de fogo e areia, encontra ajuda nas palavras de Xavier. Este, por sua vez, começa a investigar de onde veio aquele tremor e porquê ele abalou tanto Jean. Descobre que Moira estava perto da origem de tudo, e a perspectiva de vê-la abala o coração de Xavier. En Sabah Nur, por sua vez, está chocado com o mundo que o cerca. Percebe que os humanos estão dominando o planeta que ele considera dele e logo decide que precisa "fazer uma faxina". Mas, para isso, ele vai precisar de ajuda - e ele vai recrutar os quatro mutantes mais fortes para ajudá-lo: custe o que custar.

Sim, essa cena acontece!
Para os fãs dos mutantes que já viram essa estória antes (seja no quadrinho ou na animação), vai perceber diferenças grandes. Mas, no fim, o longa funciona muito bem. Bryan Singer ainda está na fase de amarrar as pontas soltas entre a primeira trilogia e preparar o terreno para que os X-Men que a gente está acostumado a ler apareçam nas telas. Uma mexida aqui e outra ali podem incomodar (e muito, como vi alguns colegas reagirem mal às mudanças propostas), mas o filme cumpre o que propõe: a confusão dos jovens mutantes descobrindo seus poderes, a afirmação de Charles Xavier como um mentor excepcional e necessário para o desenvolvimento de todos, a impossibilidade de Magneto se firmar como vilão ou mocinho (a vida e o coração dele são tão perturbados que ele não consegue se encaixar em nenhum padrão - o que, particularmente, o torna um dos mutantes mais interessantes), alívios cômicos realmente divertidos (que aparecem quando você menos espera), introdução de novos personagens e um vilão tão poderoso que nem só a união dos mutantes consegue detê-lo. 

O Apocalipse e seus Quatro Cavaleiros
As atuações de Fassbender e McAvoy são um espetáculo à parte, e Isaac também não faz feio com seu vilão, mas, de novo, quem rouba a cena é o Mercúrio/Pietro Maximoff de Evan Peters. As cenas de ação são o ponto mais fraco do longa, principalmente se comparadas às outras cenas com muitos super-heróis envolvidos (sim, eu falei de Vingadores e Guerra Civil). Há pouco espaço para as esperadas aparições de Tempestade (Alexandra Shipp) e Psylocke (Olivia Munn), o que deve deixar os fãs das duas bem decepcionados, mas o embate final com a participação decisiva delas deve servir para acalmar os ânimos. Mais uma vez, o 3D deixou a desejar - não fez diferença, sinceramente - e o final nos deixa empolgados pela terceira fase dos Filhos do Átomo. Tomara que, a partir de agora, a gente finalmente vá aos cinemas para ver batalhas épicas, já que toda a gênese (mesmo que diferente do original) já foi contada.

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