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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Jumanji – Bem-vindo à selva

Uma das primeiras estreias de 2018, Jumanji – Bem-vindo à selva! (Jumanji: Welcome to the jungle, 2017) é um reboot divertido do clássico infantil de 1995. Sem Robbie Williams para encabeçar o elenco, a produção aposta no carisma de Dwayne "The Rock" Johnson e Jack Black para atualizar a estória do jogo de tabuleiro que é mais do que uma brincadeira de criança. Com ação, aventura e bom humor bem equilibrados, o longa cumpre o que promete: diverte e entretém, sem compromisso.

Estamos nos 1990 e um pai desavisado acaba encontrando a caixa do jogo meio enterrada na areia da praia. Ele decide levar o brinquedo para o filho adolescente, que pouco dá importância para o presente – afinal, a era dos videogames havia chegado. De noite, o jogo magicamente se transforma e o jovem se vê tentado a jogar. Algo sinistro acontece e temos um salto no tempo. 

Spencer (Wolf), Fridge (Blain), Bethanny (Iseman) e Martha (Turner): prestes a entrar em Jumanji
No tempo presente, um jovem nerd finaliza um trabalho para outro colega de turma, um atleta promissor com problemas nas notas. Uma jovem tímida acaba desrespeitando uma professora durante a aula de Educação Física e outra não consegue largar o celular nem mesmo durante a prova em sala de aula. Resultado: os quatro acabam na detenção. E é assim que Spencer (Alex Wolf), Fridge (Ser'Darius Blain), Martha (Morgan Turner) e Bethanny (Madison Iseman) acabam se juntando – e encontrando o videogame Jumanji.

Burlando as regras do castigo, eles iniciam uma inocente partida escolhendo a esmo um perfil para jogar Jumanji – que eles não faziam ideia do que se tratava. Após todos terem um personagem, eles acabam sendo sugados para dentro da máquina e “logam” como os avatares de seus personagens escolhidos. Assim, Spencer torna-se o explorador Dr. Bravestone (The Rock), Fridge é Moose Finbar (Kevin Hart), um biólogo que mais parece uma enciclopédia, Martha ficou com a sexy lutadora Ruby Roundhouse (Karen Gillian, de Doctor Who e Guardiões das Galáxias) e Bethanny terminou como o Shelly Oberon (Jack Black, perfeito), um geógrafo experiente. 

Finbar (Hart), Ruby (Gillian), Bethanny (Black) e Bravestone (The Rock): os avatares
O grupo aos poucos descobre como funciona o jogo: suas próprias habilidades, as regras do jogo, quais missões tem que cumprir, quais perigos terão que enfrentar e, principalmente, que se eles não conseguirem terminar a missão, eles ficarão perdidos na selva para sempre. Então eles precisam aprender a trabalhar em grupo – para isso, terão que superar seus medos e resolver problemas do mundo real nesse novo mundo digital retrô e selvagem. 

Jumanji – Bem-vindo à selva consegue, de forma divertida, fazer uma homenagem ao brincar com a nostalgia dos anos 1990, época em que o primeiro longa foi lançado. A tecnologia antiga e a forma como o jogo se desenrola são bastante bem resolvidos e convincentes para um jogo de tabuleiro adaptado para um videogame antigo. A produção impecável traz o clima certo de filme de aventura e o elenco, tanto juvenil quanto adulto, dão conta do recado. Mas o destaque fica mesmo para The Rock e Jack Black: o primeiro sabe muito bem como tirar sarro de si mesmo, e Black não exagera na bizarrice ao interpretar uma adolescente patricinha com os hormônios à flor da pele no corpo de um gordinho de meia idade. De longe, os dois são os destaques do filme – que provavelmente seria apenas mais um se não fosse a presença dos dois. 

The Rock é um dos destaques do filme como Dr. Bravestone, o alter-ego de Spencer
Gillian também está divertida como a desajeitada adolescente no corpo de uma “ninja”, mas Hart está um pouco over – como é o estilo dele. Fazer piadas sobre sua baixa estatura ou falar gritando o tempo todo é como ele ganha a vida, e só por isso eu gostaria de vê-lo dar uma aliviada (exatamente como The Rock e Jack Black fizeram neste longa). A pequena participação de Nick Jonas é importante para a trama, mas ele também não fez muita diferença no resultado final. 

Kevin Hart faz piada com seu tamanho. O tempo todo. E nem é tão engraçado assim.
No mais, o filme é divertido e vale a pipoca. Tem lá seus exageros digitais e piadas nem tão engraçadas para nós, brasileiros, mas... Dá para passar. Não deve desagradar aos fãs mais ferrenhos do longa original (se bem que está cada vez mais difícil fazê-los felizes, não é?...) e pode ser uma grata surpresa para quem não espera muita coisa dele. Uma boa pedida para o finzinho das férias escolares: pais e filhos devem aproveitar as boas risadas antes de voltar para a rotina pós- festividades. 

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