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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deadpool 2


Se o primeiro longa de Deadpool (2016) precisou escrachar nas piadas e no banho de sangue para desfazer a primeira aparição desastrosa do anti-herói, Deadpool 2 (2018) veio humanizá-lo sem descaracterizá-lo - e foi um tiro certeiro. Conhecido nos quadrinhos como um mercenário desbocado , falastrão e ultra-violento, Deadpool agora busca se reencontrar depois de mais uma tragédia pessoal.  Encontrando o equilíbrio entre as piadas grosseiras (sem serem ofensivas) e a violência e um bom arco desenhado para delimitar que ele, apesar de tudo, é um dos mocinhos, o filme de David Leitch diverte desde o início.

Vanessa (Baccarin): peça-chave na mudança do mercenário - para o bem e para o mal
O mercenário Deadpool agora é um sucesso internacional: contratado para matar os piores bandidos, tem cumprido sua missão e ganhado muito dinheiro. Ainda assim, ele encontra tempo para viver o romance com Vanessa (Morena Baccarin) em sua plenitude. Tudo muda quando um dos homens que ele não conseguiu matar acaba voltando para se vingar - e quem leva a pior é Vanessa. Completamente desacreditado na vida, ele vai receber ajuda novamente do X-man “de segundo escalão” Colossus (Stefan Kapicic). Ele o leva de volta para a mansão X e tenta integrá-lo à equipe. Mas as coisas não saem muito bem como planejadas pelo grandalhão de metal.

Cable (Brolin): vindo do futuro para vingar a família
No futuro, um homem vê sua casa destruída e sua família arruinada. Mas ele não é um homem comum: ele é Cable (Josh Brolin, em mais uma atuação espetacular), um soldado mutante que tem metade do corpo mesclada a uma estrutura de metal. Com cara e jeito de poucos amigos, Cable não perde tempo ao decidir o que fazer para se vingar. Usando um dispositivo de viagem no tempo, ele retorna até o presente atrás do causador daquela destruição. O que ele não esperava era que Deadpool se meteria, sem querer, no seu caminho. E, pior, que ele não estaria sozinho.

Deadpool (Reynolds) e Colossus (Kapicic): X-man estagiário
A introdução de novos personagens servem para entreter, mas também humanizar o violento anti-herói - destaque para o próprio Cable, pintado como vilão nesse filme.  Nos quadrinhos dos anos 1990, ele era um grande personagem e chefiava a X-Force (um esquadrão de elite formado por mutantes) e um conhecido rival de Deadpool - porém pouco conhecido do grande público. Com sua aparição e a menção do grupo neste longa, pode-se acreditar que um possível sucesso de bilheteria desta sequência possa render planos mais audaciosos para o futuro. Mas, mesmo que nada disso ocorra, Deadpool 2 tem alguns méritos que o primeiro longa deixou a desejar.

Ah, é. Essa cena acontece.
As novas participações de Dopinder (Karan Soni), Al (Leslie Uggams) e Weasel (T. J. Miller), além da chegada de Domino (Zazie Beetz), Zeitgeist (Bill Skarsgard), Bedlam (Terry Crew) - outros futuros integrantes da X-Force - só comprovam que ele não é tão desconectado dos outros quanto gostaria de ser. Aliás, os personagens secundários aqui tem um espaço maior para brilhar - diferente do primeiro, onde apenas Vanessa tinha um certo destaque. Tanto vilão quanto associados de Deadpool tem direito a um espaço maior e maior importância no desenrolar da trama, que apesar de toda brincadeira, não deixa de falar de temas importantes como perdas, bullying, abuso infantil, escolhas difíceis e o re-significado de família.  

E essa aqui também
Tirando sarro de todo mundo, desde James Bond e outros filmes dos X-men - incluindo o aclamado Logan, sucesso de público e crítica - até o próprio ator protagonista (Ryan Reynolds assina o roteiro do longa junto com Paul Wernick e Rhett Reese, dupla da primeira incursão do mercenário nas telonas - e eu acredito que todas as piadas envolvendo o Canadá e sua própria carreira tenham sido obra dele), Deadpool 2 acerta no tom ridículo e dramático. Há aparições surpresas bastante interessantes, uma chuva de referências divertidas, muita ação e, por que não?, alguma reflexão. Como o próprio diz, é “um filme família” - mas não recomendado para menores de 16 anos. E, como de costume, não esqueça de ficar para assistir à divertida sequência pós-créditos!

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