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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Encarando o Padrinho

Descobri porque nunca havia assistido além do casamento em O Poderoso Chefão. Eu tinha medo, e não é por causa das cenas violentas. O filme é um dos mais adorados, referenciados e parodiados de todos os tempos. Com tanta gente que gosta do filme, eu me sentiria mal se não gostasse da saga dos Corleone.

A história de como o caçula Michael Corleone (Al Pacino), é levado gradualmente a se tornar o novo padrinho, após o atentado a vida de seu pai Don Vito Corleone (Malon Brando) é contada de forma impecável. Isso é um fato!

É um filme equilibrado, literalmente. A cor vibrante dos momentos mais leves, em contraste com o tom mais sombrios dos cenas de "negócios". O equilíbrio entre a personalidade exagerada de Vito, e a contida de Michael, duas versões de um mesmo padrinho, é impressionante. Assim como a atuação afinada do resto do elenco. A trilha marcante, a edição, a direção, o filme é um dos melhores exemplos daquelas raras situações quando tudo parece se encaixar, ao menos para nós espectadores. 

É uma história sobre proteger a família, inclusive aquela que não tem laços de sangue. Também uma história de negócios. Como dirigir, manter e transformar uma empresa em tempos de crise. Logo a empatia com o público é imediata, afinal, todos queremos proteger os "nossos" nesse mundo capitalista cruel.

Se eu gostei do filme? É incrível, reconheço sua qualidade impecável e valor cultural. Contudo, e espero que não me crucifiquem por isso, não vai entrar na minha lista de favoritos. Fazer o que! Nunca fui fã do gênero.

2 comentários:

Daniel Caetano disse...

É, eu acho que entendo o que você diz de "nunca fui fã do gênero". :)
Eu gosto MUITO do Godfather, mas ainda assim ele não figura no meu top-ten. :)

Fabiane Bastos disse...

Que bom!
Esse filme é tão adorado que dá até medo de dizer que não gosto e o pessoal entender errado. Mas a qualidade do filme e a empatia pessoal são coisas bem diferentes.