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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Inesquecível

Tanta coisa está passando pela minha cabeça agora que mal sei por onde começar a falar desse filme. Eu sabia bem pouco sobre ele, além de que é uma dos mais aclamados da história e que se tratava de um filme de Francis Ford Coppola, sobre uma família de mafiosos e com Marlon Brando no elenco. Não sabia muito o que esperar. Surpresas não me faltaram. A começar por reconhecer rostos que eu nunca vi tão novos. A primeira sensação que tive ao ver Kay, namorada de Michael, foi: "já a vi em algum lugar". Mas até fazer a ligação com Diane Keaton levou algum tempo. Robert Duvall foi outro que eu só reconheci nas últimas cenas do filme.

Mas a surpresa maior foi o próprio filme. A impressionante atuação do elenco só reforça a minha empatia. Al Pacino também está soberbo como Michael, o filho prodígio que não quer se envolver com os negócios da família, mas acaba tomando partido quando o pai sofre um atentado. James Caan faz um Sonny responsável e irritadiço, que a gente sabe que vai acabar morto por sua impulsividade. E Marlon Brando é absolutamente impecável como o pai protetor e chefe de família, que é maior do que apenas seus filhos e netos. Quando tenta recusar a entrada das drogas em seu domínio diz algo do tipo "isso é mau, vai nos trazer problemas, não é como o os negócios que fazemos que não causam mal algum".

Tudo influencia na compreensão do filme e das personagens e aonde ele vai chegar. Já nas primeiras cenas, vemos um homem que pede justiça pela filha: o ambiente é sombrio, escuro, só se consegue distinguir os rostos. Lá fora, no casamento, o sol ilumina com força a animada festança que só uma família rica e poderosa poderia dar - mesmo para um casamento. É assim o tempo todo, luzes quando o cilma é mais ameno, sombras quando estamos "falando de negócios".

Impossível falar somente sobre uma cena do filme, muitas me impressionaram. As mortes são impactantes, tanto as sangrentas como a do próprio Don, que é absolutamente linda (quando é que eu a imaginar que uma cena de morte em um filme de mafiosos ia ser linda?). A que eu acho que é mais emblática é a final, quando a gente percebe que Michael é, por direito e por mérito, o novo Don Corleone - como já havia planejado com o pai. Depois de finalmente fazer a justiça que tanto queria cuidando dos inimigos, ele mente para a esposa e mantém os negócios em segredo para ela, que ainda vê os homens pedindo a benção ao "padrinho" antes de ser colocada completamente fora da jogada.

O filme é realmente esplendoroso. O roteiro não tem nenhum furo sequer e é riquíssimo, o ritmo da narrativa é perfeito, as imagens são belíssimas. As cenas das mortes são fortes, impressionantes, mas totalmente "O poderoso chefão" não é só um filme sobre a máfia, é sobre lealdade, respeito, família, responsabilidade. Agora eu entendo porque todos diziam que "O poderoso chefão" é um dos melhores filmes de todos os tempos e porque, como o gatinho no colo de Don Corleone logo no início do filme, todos queriam tanto a sua atenção.

Desculpem meu texto confuso, mas essa foi a impressão que eu tive. Muitas coisas a fazer referência (ou seria melhor reverência?), muitas cenas entre minhas preferidas, muitas atuações perfeitas. É muita coisa pra absorver em pouco tempo. Mas de uma coisa eu sei; sem dúvida nenhuma, é um dos meus preferidos agora. Com perdão da piadinha infame, o padrinho caiu nas minhas graças. Para sempre.

4 comentários:

Daniel Caetano disse...

Hehehe... O Poderoso Chefão é, de fato, incrível. Eu gosto muito, em especial por não seguir a linha "gangster estereotipado".
Agora... depois de assimilar o primeiro, preparem-se para a segunda parte. :)

Geisy Almeida disse...

Essa foi uma das razões por eu ter gostado ainda mais do filme: não tem estereótipo nenhum. A gente sente como se estivéssemos acompanhando a história da família, com seus dramas e seus negócios.

Já estou avisada, pronta para o segundo 'round' com os Corleone rs. Mas acho que ainda preciso rever o I pra assimilar melhor as coisas.

Mariana Silva disse...

Caraca, será que só eu que acho chato?! o.O'

Fabiane Bastos disse...

Liga não Mary, eu também tô nesse time, ò minha resenha: http://dvdsofaepipoca.blogspot.com/2010/01/encarando-o-padrinho.html