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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cheia de graça


O mundo do cinema nunca seria o mesmo sem as grandes divas hollywodianas. Se hoje as musas são Angelina Jolie e Julia Roberts, uma pela sensualidade e a outra pelo carisma, a Hollywood dos anos 50 e 60 tinha bem mais nomes de peso. Um deles é Grace Kelly.

Nascida Grace Patricia Kelly no estado americano da Pensilvânia, Grace começou a atuar aos 12 anos numa pequena peça e, após ser rejeitada pela escola de artes por suas notas baixas em matemática, dedicou-se ao teatro e em pouco tempo chegou a televisão. Seu primeiro papel no cinema foi em Fourteen Hours, uma pequena participação. Torna-se muito popular ao fazer par romântico com Gary Cooper em "Matar ou Morrer" (High noon). Sua primeira indicação ao Oscar veio por Mogambo, filme de 1953 em que trabalhou com Clark Gable e Ava Gardner, mas não levou o prêmio, embora tenha vencido o Globo de Ouro por esse mesmo papel. O Oscar só viria um ano depois por "Amar é sofrer" (The country girl), em que trabalhou com Bing Crosby. A parceria com Hitchcok rendeu 3 grandes filmes - "Janela indiscreta" (Rear window), "Disque M para matar" (Dial M for Murder) e "Ladrão de casaca" (To catch a thief).

Em 1955, durante o Festival de Cannes, conheceu seu futuro marido, o príncipe Rainier III. Desse casamento nasceram seus 3 filhos: Caroline, Albert II e Stephanie. Grace morreu aos 52 anos de derrame cerebral após sofrer um acidente de carro em 1982. Sua filha Stephanie também estava no carro, mas não sofreu ferimentos graves. Na época, Stephanie foi acusada de estar dirigindo o veículo. A estrada em que sofreu o acidente aparece em "Ladrão de Casaca", ironicamente o filme que a levou a ser convidada para o Festival onde conheceu seu marido. Sua filha mais velha, Caroline, criou e mantém uma fundação com o nome da mãe, a Fundação Princesa Grace, que tem por objetivo ajudar novos talentos do teatro, da dança e do cinema.

Para mim, Grace Kelly e a princesa Diana são o mais próximo de contos-de-fada que realmente aconteceram. Ambas tiveram finais trágicos, suas vidas terminaram em acidentes horríveis, seus casamentos foram grandes acontecimentos na mídia, até hoje são referência em carisma e elegância. Mas a perda de Kelly foi muito mais trágica porque não perdemos somente a referência fashion, o ícone. Perdemos também um grande talento.

*biografia retirada de wikipedia.org

3 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Bons tempos quando eu ainda associava o nome Grace Kelly a uma diva do cinema, e não à Mulher Maçã. Ossos do ofício :P

Marco Y disse...

Gosto destas mulheres de classe. Grace Kelly, Audrey Hepburn e Rita Hayworth. Estas sim, nos atraíam mais pelo conteúdo do que pelo comportamento baixo.

Geisy Almeida disse...

Pois é, Marco Y... Com a atual safra de mulheres ícones, prefiro me inspirar nessa geração de mulheres mais elegantes - e infinitamente mais interessantes!

Obrigada pela visita! =D