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quinta-feira, 4 de março de 2010

Curiosidades de Oz

The Wonderful Wizard of Oz (em português, O Maravilhoso Feiticeiro de Oz), primeiro livro da série de  L. Frank Baum, que inspirou o longa de 1939, foi lançado originalmente em 1900. Baum escreveu mais 13 livros com aventuras na terra de Oz.

A MGM pagou a L. Frank Baum a quantia de US$ 75 mil pelos direitos de adaptação cinematográfica de seu livro, uma quantia recorde na época.

A Bruxa Malvada do Oeste se chama Elphaba, e no livro ela tem apenas um olho. A malvada tem um livro só seu, Maligna: Para os que Amam ou Odeiam O Mágico de OZ, de Gregory Maguire. Sua irmã, Bruxa Malvada do Leste, de quem só vemos os pés no filme, chama-se Nessarose. Ambos os nomes são invenções de Maguire, nunca foram mencionados nos originais de Baum, ou no filme. (colaboração do leitor "A").

No livro, os sapatinhos de rubi são, na verdade, de prata. A mudança no filme foi para explorar todo o colorido do Technicolor. Filmes coloridos eram novidade na época.
Sapatinhos de Rubis reais de Harry Winston 

Para a comemoração de 50 anos do filme, a joalheria Harry Winston criou um modelo dos sapatos de Dorothy feitos com rubis de verdade. Os pisantes valem 3 milhões de dólares

As roupas de Dorothy receberam um banho de tinta rosa, que aparece como branco em Technicolor, para dar mais vida a peça. Os sapatos também tinham um tom de magenta carregado, se fossem vermelhos na tela apareceriam laranja.

Quando Dorothy abriu a porta de seu mundo em preto e branco para a colorida Oz, a audiência ficou encantada. Mas, em 1939 não havia computadores e os efeitos especiais exigiam toda a criatividade dos produtores. Então como fizeram a transição? Uma dublê com roupas em sépia abre a porta do cenário, também sem cores, e sai de quadro, dando lugar a Judy Garlad. Simples, não?

Já o tornado era uma espécie de tecido em forma de meia que era girado sobre um trilho em frente  à  câmera. Funcionou tão bem que foi usado por vários outros filmes depois.

Frank Morgan, o Mágico do longa, dá vida a outros quatro personagens. Ele é o Professor Marvel, que aparece no Kansas, o Porteiro, o Cocheiro, e o Guardião dos Portões da cidade.

Cerca de 125 anões foram contratados para povoar a cidade dos Munchkins. Seus figurinhos eram todos diferentes e feitos sobrte medida.

Cada um dos anões que aparecem no filme recebeu US$ 50 por semana, enquanto que o dono do cachorro Totó ganhou US$ 125 por semana.

Apenas dois Munchkins usam suas vozes reais no filme, os que entregam flores a Dorothy na carruagem. Os demais foram dublados por cantores profissionais e as músicas eram reproduzidas com rotação alterada para dar o tom agudo que ouvimos.

A maquiagem usada por Bert Lahr para compor o Leão o impossibilitava de comer objetos sólidos, sob o risco dela ser desfeita. Isto fez com que o ator apenas se alimentasse de sopas e milk-shakes durante boa parte das filmagens.

As roupas de Jack Haley, o homem de lata, o impediam de sentar. Ele tinha uma tábua inclinada onde descansava entre as gravações

Em uma versão prévia do roteiro Dorothy e Hunk (personagem de Ray Bolger, o Espantalho) teriam um romance na fazenda, por isso na despedida de Oz ela diz que sentirá mais falta do Espantalho. Embora o romance tenha sido cortado, a fala ficou.

Judy: reconhecimento aos 17 anos
Lançado em 1939, um dos anos mais produtivos de Hollywood, o longa disputou público e prêmios com outros clássicos. Ele foi indicado no Festival de Cannes, e entrou na briga por 6 prêmios Oscar. Mas acabou levando apenas os Oscar de Melhor trilha sonora e Melhor canção original ("Over the rainbow").

Na cerimônia do Oscar de 1940, Judy recebeu um Oscar Juvenil pelos seus desempenhos em 1939, incluindo The Wizard of Oz e Babes in Arms. Depois disso ela se tornou uma das estrelas mais rentáveis da MGM

"Over the rainbow", a canção mais lembrada do filme, quase ficou de fora após uma pré-estréia. Acreditavam que ela tornava o filme lento e seria desonroso para uma estrela da MGM ser vista cantando em um celeiro.

O Mágico de Oz ocupa a 6ª colocação na lista dos 100 maiores filmes americanos de todos os tempos, divulgada em 1998 pelo American Film Institute (AFI) e a 3ª colocação na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, também idealizada pelo AFI, e divulgada em 2006.

Em 1998 o filme foi relançado nos cinemas "estadunidenses", pela Warner Bros.
Mapa de Oz

4 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Chocada em saber do tal romance entre Dorothy e o Espantalho. Como assim? Quantos anos essa garota tinha, afinal?

Fabiane Bastos disse...

Não sei a idade exata, mas o papel quase foi de Shirley Temple que tinha 10 anos na época.

Sorte que mais alguém ficou chocado lá em 1939 e cortaram isso do filme.

A disse...

Só corrigindo o segundo parágrafo: No livro original, assim como no filme, as bruxas nem têm nome. Elphaba e Nessarose são "invenções" de GREGORY MAGUIRE, e não de L. FRANK BAUM.

Fabiane Bastos disse...

Obrigada "A"! Ja fizemos a devida correção.